Mostrando postagens com marcador novo conceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novo conceito. Mostrar todas as postagens



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Resenha: Todos os nossos ontens - Cristin Terrill

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581637983
Páginas: 352
Nota: 5/5

Abra a porta. Bem vindo ao passado. Você vai deixar acontecer?!
Destrua o passado para salvar o seu futuro.

O que você faria se tivesse que escolher entre destruir o seu próprio passado e machucar a si mesmo ou ficar machucado do mesmo jeito? E se, por ventura, uma máquina do tempo passasse de fato a ser uma realidade. Isso seria bom, não é? As bombas poderiam ser desativadas, mortes poderiam ser evitadas. Exceto pelo fato que o lado bom sempre pode ser distorcido, porque sempre tem um lado sombrio querendo escapar pelos cantos. Finn e Em devem voltar para o passado e assim, destruir o futuro. Devem matar não somente a versão mais nova do doutor, James - quando ele ainda estava são - mas machucar suas próprias versões mais novas. Porém, viver em uma cela e ser torturado também é estar machucado, não é?!

"Porém, é a última linha que me faz correr desajeitada para o vaso sanitário no canto da cela. Você tem de matá-lo."

James Shaw, melhor amigo e amado por Marina, consegue descobrir a fórmula e cria uma máquina do tempo. Cassandra. Sim, ela existe. Mas, com ela, James deixa de ser quem sempre foi. Agora, Em e Finn tem uma missão: voltar para antes da invenção e matar Shaw.
Todos os nossos ontens tornou-se um dos meus livros preferidos do ano. A maneira como a narrativa é conduzida faz com que o leitor devore a história em algumas horas. É impossível não ficar preso a aquele cenário distópico, impossível não querer saber mais e mais e mais.


Todo capítulo termina com uma frase de impacto, isso pode parecer um clichê ruim, mas é maravilhoso. Não cansa em momento algum. A autora soube como começar e terminar, fez isso com muita maestria. Além disso, a história é complexa. Muito complexa. É preciso atentar-se aos detalhes, nomes e momentos. No início, nada vai fazer sentido, mas depois as peças começam a se encaixar. E, quando elas se encaixam você com certeza vai sentir a mesma vontade que eu senti: gritar "esse livro é muuuuuito boom! Socorro!" a quatro cantos.

"Mas James não conseguia me ouvir. Estava além das palavras. Urrou como um animal ferido enquanto destruía a biblioteca. Eu sabia que devia pará-lo, consolá-lo de alguma forma, mas não conseguia. Meu melhor amigo no mundo de repente era algo estranho e ausente."


Até mesmo o desenvolvimento dos personagens é impecável. A mudança do passado para o futuro é construída não nos mínimos detalhes, mas usando o essencial. O leitor consegue entender realmente porque as personalidades mudaram.

"Sinto falta dessa menina, e desse menino. Sinto falta deles há anos, mesmo que não tenha sido capaz de admitir. E, agora, tenho de acabar com a vida de um e devastar a da outra."

Não posso contar muita coisa, pois grande parte do livro é feita de spoilers. A única coisa que digo é: preparem-se para uma narrativa incrível de tirar o fôlego. Você vai terminar de ler, abraçar o livro e implorar por mais. E vai chorar também, eu acho.

"A verdade é que às vezes o mundo simplesmente é uma merda."

Uma distopia incrível que vai te fazer refletir sobre até que ponto é possível controlar uma nação. E também, a que ponto um ser humano pode chegar devido a uma ambição. Algumas coisas podem cegar, outras te fazer enxergar. Uma viagem no tempo que chacoalha a cabeça de cada leitor.
É impossível terminar de ler Todos os nossos ontens sem ter alguma reação, sem ao menos refletir, pensar sobre algo e tirar algum ensinamento. A crítica está lá, por trás, velada. Esse livro é simplesmente genial!

"Penso em quantas lágrimas Marina vai derramar e todas as maneiras diferentes como ela vai despedaçá-la. Todas as pessoas que vão morrer."

Parabéns,  Cristin Terrill, por esse livro incrível. O seu trabalho foi maravilhoso. Política, ficção científica e aquela pitada de vida adolescente. Tudo isso envolvido por uma grande reflexão e crítica.
Obrigada, Novo Conceito, por terem me enviado a obra. O melhor lançamento desse ano, sem dúvidas. Só assim pude ter a chance de conhecer esse novo universo.
PS: Leia, leitor infinito, por favor! (eu nunca te pedi nada) haha

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resenha: Amor imortal - Ana Carolina KJ

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581637273
Páginas: 256
Nota: 4/5
Deixe que minhas asas abriguem você.

O mundo não é apenas um. Tudo parece "bem" na superfície, não é? Mas existe um outro lugar, mais conhecido como submundo. Nele, existem anjos, caídos ou não, nephilins e demônios. Alguns desses últimos seres acabaram tornando-se servos. A primeira palavra em que pensa ao pronunciar a palavra "demônio" é Lúcifer, não é?! Há muito mais espalhados por aí, usando de sua forma humana para se camuflar. Como Samyaza. Em meio a esse mundo, Raziel reencontra sua amada imortal, agora em outro corpo. Anna, de início, não se lembra, mas acaba apaixonando-se pelo homem como se todo aquele sentimento fosse familiar e, depois, descobre que ele é imortal, descobre que suas asas foram cortadas e o submundo está um caos. Antes, ela e sua melhor amiga, Loreta, conheceram dois caras misteriosos - que na verdade são nephilins que servem a Samyaza - Erick e Marcos. Para que possam permanecer juntos e em uma luta de libertação, Raziel e Anna devem lutar conta os demônios e tem como primeira missão matar Samyaza. Mas ele é apenas o começo.

"- Não vou forçá-lo a nada. Preciso saber uma coisa: Você anda fora da lei? É mafioso ou algo assim?
Meu comentário pareceu diminuir a tensão. Raziel achou graça.
- É claro que não! - negou, sorrindo. - Bem, não sou nenhum santo, mas o mal não me atrai e... conheço bem os dois lados."

Amor Imortal é um livro que mistura o sobrenatural com o romance, a aventura com um novo mundo e o latim. Isso mesmo, latim. No início de cada capítulo há um trecho que se encaixa perfeitamente com cada um. Confesso que não fiquei extremamente encantada com a narrativa como pensei que ficaria, mas não posso negar que me surpreendeu. Pensei que seria um livro do tipo new adult, também cheio de cenas de sexo e provocações. Me enganei, mas um engano bom. Ok, é claro que me irritei com essa história de "acabei de te conhecer, já vou descobrir que nos amamos na vida passada, não podemos ficar juntos, mas temos que nos unir, em menos de dez minutos e minha alma está completamente entregue a você" totalmente clichê, mas a autora soube fazer uma boa mescla. As cenas melosas estão presentes em boa parte do livro, mas isso não significa que o sexo não exista. Gostei bastante disso pois acabou tornando o romance mais real. Em quantos livros não li romances melosinhos e só beijinhos? Não me levem a mal, mas sexo existe, galera, casais possuem momentos quentes por mais fofos que sejam!! Então, a autora conseguiu inovar nesse sentido.

"Em minhas vidas passadas, eu o amava com todas as forças. Ao reencontrá-lo nesta vida, percebi que ainda carregava esse amor dentro de mim. Lembrei-me da foto que havia guardado no dia em que dormimos juntos. Entrei no closet adjacente ao meu quarto e coloquei a mão no bolso do casaco que eu usava naquele dia. Lá estava ela: a desgastada foto em preto e branco."

Acho que o sobrenatural poderia ter sido mais explorado, mas entendo o motivo pelo qual não foi. O foco é o romance, apesar das cenas de ação. Então, quanto a isso, o livro consegue cumprir perfeitamente o que propõe. A narrativa é rapidinha de ler, embora eu tenha demorado - por conta de vestibular, entre outras coisas. 


Devo citar também um fator que gostei, apesar de ser injusto. Há uma fala de Erick em um momento de livro dizendo que Raziel foi egoísta ao lutar contra Samyaza e, de fato, foi. Em nenhuma parte estavam lutando "pelo bem da humanidade" e sim para que pudessem ficar juntos. E gente, a vida é assim, é muito difícil alguém de fato lutar apenas e somente pelos outros, sem nem pensar em si. O mundo é egoísta. 

"- Você está errado, Dante! Ele é egoísta. Lutou para si próprio. Para manter sua amante viva."

Além disso, há algumas reviravoltas e surpresas que realmente me surpreenderam. Não previ nenhuma delas, o que é quase um milagre. Só acho que uma coisa que aconteceu deveria ter continuado daquela forma. 

"Um silêncio atordoante tomou conta de mim. Era o silêncio da dor."

Recomendo sim Amor Imortal para todos que estão procurando um livro de romance mais realista misturado com sobrenatural e com uma pitada de aventura e ação. Leiam e depois me contem o que acharam!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Resenha: A menina da neve - Eowyn Ivey

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581638010 
Páginas: 352
Nota: 4/5 

Abra as portas e deixe ela entrar.

Mabel e Jack são um casal, mas parecem dois desconhecidos, a principio. Após a tentativa não sucedida de ter um tão sonhado filho, Mabel perde todas as esperanças, afinal, é difícil perder aquele que mais amou, mesmo que não tenha tido a chance de viver. Para mudar de vida e tentar recomeçar, os dois se mudam para o Alasca. Esse lugar mesmo que você, leitor, está pensando. Não é fácil. Jack tem que aprender a caçar, criar uma espécie de horta. São somente os dois, solitários entre o mundo e entre eles mesmos. As coisas mudam um pouco quando conhecem uma família que mora ali perto, por incrível que pareça. Esther, George e o filho, Garrett. Porém, há algo muito maior esperando por eles.

"A menina ia e vinha sem aviso, o que deixou Jack nervoso. Havia algo de fantasmagórico em seu comportamento e em sua aparência, seus cílios congelados e o olhar azul, a forma como ela se materializava saindo da floresta."

Em um momento de súbita alegria, o casal constrói uma boneca de neve. Dias depois, Mabel começa a ter visões de uma garotinha na neve. Em um momento, são apenas pegadas. E então, ela passa a ser uma filha. Mágica? Lenda? Realidade? Não se sabe. Mas ela traz vida ao Alasca, reacende o sentimento há muito esquecido pelos dois. Mas há um problema, ela sempre vai embora no verão. É quente demais dentro da casa. O lugar dela é nas florestas. Então, a garota começa a crescer. Algumas coisas acontecem e as duas famílias se juntam. Por um tempo, há prosperidade, esperança. Mas as coisas podem mudar... ou não.

"De certa forma, ela era apenas uma menininha com seu corpinho e suas risadinhas raras e contidas, mas ela também parecia séria e sábia, como se andasse pelo mundo com um conhecimento maior do que o de qualquer pessoa que Jack conhecia."

Acompanhamos o crescimento de todos os personagens ao longo do livro, inclusive da garotinha, Faina, e Garrett. A única coisa que posso dizer é que há um romance. Mas esse não é o fato principal do livro, então não espere por isso. A questão é o que Faina representa, ela pode ser mágica sim, mas pode ser real. Isso não importa. Ela simplesmente consegue trazer a alegria de volta para o lugar e, por mais gelada que seja, conseguiu aquecer até mesmo o meu coração.


A narrativa em si é muito bonita. As atitudes de Mabel, os sentimentos dela, Jack, Garrett, tudo é muito bem explorado. Há uma profundidade em tudo, mas que não deixa o livro nem um pouco entediante. A narrativa não é cheia de ação e aventuras, isso é fato, mas é algo para ser sentido. E posso dizer que, se não estivesse em época de vestibular, teria lido muito mais rápido. Mas creio que cada uma das três partes deve ser digerida como um floco de neve.

"Mas ele também ficava assustado ao perceber o quanto a menina se tornara importante para Mabel. E para ele também. Ele admitia isso. Jack podia não ficar olhando pela janela, mas esperava com a mesma ansiedade. Esperava que a menina não estivesse sozinha ou em perigo. Esperava que ela aparecesse e viesse correndo e sorrindo até ele."

O único motivo pelo qual não darei cinco estrelas é que, ainda que tenha me feito refletir, não conseguiu me prender. Acho que esperava um pouco mais.
Porém, é um ótimo livro. Toda essa coisa da magia estava presente o tempo inteiro de uma forma humana. Profundo. Tocante. Mágico. Embarque em uma viagem para o Alasca e deixe que a Menina da neve toque seu coração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Lançamentos do mês: Outubro - Novo Conceito

Olá, bookaholics!
Hoje vim trazer pra vocês alguns dos lançamentos do mês da editora Novo Conceito. Estou super ansiosa pra receber os que solicitei e para os outros também, que parecem ser maravilhosos. Acho que outubro é o melhor mês de lançamentos!

Autora: Cecelia Ahern
Gênero: Romance, Drama
Páginas: 352
ISBN: 9788581637860

“Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.”;
Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. 
Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?



Autora: Cora Carmack
Gênero: Romance
Páginas: 288
ISBN: 9788581637129

Qual era o meu problema? Hunt era só um cara qualquer. Homens nunca foram um desafio para mim... ou pelo menos não eram fazia muito tempo. Mas aquele homem... Ele me deixava confusa sem nem mesmo tentar.
A maioria das pessoas adoraria passar meses viajando pela Europa após concluir a faculdade sem responsabilidades, sem pais e sem limites no cartão de crédito. Kelsey Summers não é exceção. 
Ela está no melhor momento de sua vida, pelo menos é o que continua a dizer a si mesma. Tentar descobrir quem realmente você é pode ser um negócio complicado, especialmente quando se está com medo de não gostar do que vai descobrir. Bebidas e festas não são sufi cientes para afastar a solidão de Kelsey, mas talvez Hunt possa ajudá-la.
Depois de alguns encontros casuais, eles embarcam em uma aventura pelo continente. A cada nova cidade, uma experiência. A mente de Kelsey torna-se um pouco mais clara e cada vez mais seu coração deixa de pertencer somente a ela. Hunt a ajuda desvendar seus próprios sonhos e desejos. No entanto, quanto mais ela aprende sobre si mesma, mais percebe o quão pouco sabe sobre Hunt.

Autora: Eowyn Ivey
Gênero: Drama, Fantasia
Páginas: 352
ISBN: 9788581638010
Alasca, 1920: Um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando um do outro cada vez mais ele, no duro trabalho da fazenda, ela, se perdendo na solidão e no desespero. Em um dos raros momentos juntos durante a primeira nevasca da temporada, eles fazem uma criança de neve. Na manhã seguinte, ela simplesmente desaparece.
Jack e Mabel avistam uma menina loira correndo por entre as árvores, mas a criança não é comum. Ela caça com uma raposa-vermelha ao lado e, de alguma forma, consegue sobreviver sozinha no rigoroso inverno do Alasca.
Enquanto o casal se esforça para entendê-la uma criança que poderia ter saído das páginas de um conto de fadas , eles começam a amá-la como se ela fosse filha deles. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam ser, e o que aprendem sobre essa misteriosa menina vai transformar a vida de todos eles.
Autora: Ana Carolina KJ
Gênero: Literatura Nacional
Páginas: 256
ISBN: 9788581637273

Duas almas destinadas a se unirem para sempre.
Após a morte de seu pai, Anna Bonnier tenta recuperar um pouco de sua felicidade ao viajar para uma estação de esqui com sua melhor amiga, Loreta. Entretanto, o que era para ser um simples passeio, acaba por se tornar um desafio sobrenatural.
Anna conhece o enigmático Raziel e percebe uma forte conexão que vai além da realidade, sobretudo quando descobre que o sentimento que tem por ele atravessa os séculos.
Aos poucos, a proximidade que constroem juntos traz novos riscos. O relacionamento amoroso que ela sempre desejou pode desaparecer de forma trágica, assim como o homem que abriu seu coração.
Passado, presente e futuro caminham juntos nessa emocionante história de amor e sedução, em que a realidade é capaz de alterar, a qualquer momento, o destino de cada um deles.




Autor:Fernando Moraes 
Gênero:Vida social, comportamento
Páginas: 112
ISBN: 9788581637938

Atitudes positivas, reconhecimento por um feito artístico, envolvimento cognitivo com o que se gosta e o que se faz bem. Essas são algumas atitudes que fazem parte do Renovo.
O Renovo nos dá a possibilidade de fazer melhor, de ter esperança, de transformar o estado de fatalidade em felicidade mesmo que seja momentânea. É preciso se reinventar para que aconteça a mudança de vida. 
O Renovo pode, e deve, fazer parte da vida de todos. Superar o que não serve mais e construir hábitos importantes, cada vez mais presentes. A transformação vem de dentro. É essencial querer mudar, procurar a renovação interna com inspirações que vêm de fora.
Pense nisso. Renove-se. Inspire-se. Mude.

Estou totalmente doida para ler A menina da neve e Amor imortal, a sinopse me encantou, assim como a capa. Depois que descobri a premissa fiquei: preciso ler esses livros! sos!! Qual é o lançamento preferido de vocês?! Conta pra mim!!

sábado, 26 de setembro de 2015

Resenha: 172 horas na lua - Neal Shuterman

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581637099
Páginas: 288
Nota: 4/5

O que  faria se tudo começasse a dar errado e você estivesse na lua?! There is no way out.

172 horas na lua me prendeu do início ao fim e em meio a previsibilidade, usou de um artifício não muito usado por outros autores e me surpreendeu ao final. Posso dizer que foi o único livro do gênero que me fez ficar com um pouco de medo.

"A última coisa que o sr. Himmelfarb conseguira pensar antes de adentrar o vale profundo do esquecimento era em como sentia falta dos filhos e como estava feliz por saber que em breve nem perceberia que eles não o visitavam mais. E que ele os amava mais que qualquer coisa no mundo."

Depois de anos sem habitar a lua e nem falar sobre ela, a NASA decide criar uma missão lunar para procurar certos elementos no espaço e habitar a DARLAH 2 - um módulo construído pelos últimos astronautas que se aventuraram por lá.

"A visão havia sido indescritível. Ela não só fora capaz de ver a forma da Terra com clareza total, como se fosse uma enorme bola de praia, como também vira países inteiros - sim, quase continentes inteiros. A Itália parecia mesmo uma bota, e Caitlin mostrou a eles incêndios florestais em Portugal. A fumaça se espalhava por sobre o terreno em linhas brancas. Era estranho pensar que mais de sete bilhões de pessoas viviam na Terra e ainda assim era impossível ver os edifícios. Nenhuma das grandes cidades era visível. O mundo todo parecia deserto."

A equipe então lança uma campanha. Três jovens poderão ir a lua e participar dessa missão. Três entre 14 e 20/18 anos. É tudo o que sabemos.

"Agora estavam olhando para ele. Todos eles. Trinta e dois olhos o fitavam enquanto cuidadosamente baixava a colher sobre a mesa, afastava a cadeira, ficava de pé e, em voz baixa, dizia:
- Ninguém vai sobreviver."

O autor logo nos apresenta Mia, Midori e Antoine, os três escolhidos. Posso dizer que gostei bastante dessa parte, embora não ache que alguns de seus motivos para querer ir ou não a lua fossem muito plausíveis. Aliás, a explicação sobre a missão e o motivo de levar os três adolescentes também não é muito explicada. Esse é o maior ponto negativo do livro, a falta de explicações que tragam sentido para a narrativa. Inclusive temos um romance que brotou da terra. Acho que devido a isso, não consegui ter algum personagem preferido. Me encontrei na narrativa sim e torci para cada um deles, mas não foi aquele apego.
Depois que todos chegam na lua, fenômenos estranhos começam a acontecer e é aí que a narrativa fica extremamente interessante e é impossível parar. Fiquei me mexendo na cadeira com determinadas cenas e tentando imaginar o final. O que acontece é bastante previsível. Digo, é claro que as coisas iriam falhar. Mas o fim de tudo conseguiu me surpreender e naquele momento final tudo o que eu queria era sair pesquisando por aí do que se tratava aquela coisa.

"A morfina começou a funcionar rapidamente. Um calor pesado espalhou-se pelo corpo e a envolveu em um cobertor macio e grosso de suave e descuidada indiferença."

O livro, apesar do ponto negativo citado acima, é maravilhoso. É diferente de tudo o que já li e conseguiu me deixar surpresa. A narrativa é bastante dinâmica, rápida e objetiva, sem enrolações - o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

"(...) Está além do bem e do mal. Apenas existe. E não parece servir a nenhum propósito além de pura destruição."

Por fim, posso dizer que recomendo o livro para todos vocês que estão procurando por algo diferente para ler.
PS: Quanto a nota, confesso que fiquei um tanto quanto intrigada. Pensei em dar cinco estrelas, mas acho que alguns fatores deveriam ter sido melhor explicados pelo autor. É um livro incrível. porém faltou isso. Então resolvi dar quatro estrelas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Resenha: Zac&Mia - A. J. Betts

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581637716
Páginas: 288
Nota: 3/5

Um pequeno grande universo.

Ainda não sei muito bem o que dizer sobre esse livro. Acho que é uma história muito dependente do momento em que se lê.
Zac é um garoto que tem leucemia e está se tratando no hospital, após ter conseguido um transplante de medula é apenas uma questão de quando ele poderá ir pra casa. A mãe sempre está a seu lado, jogando todos os tipos de joguinhos e tentando animar o filho, mas ela parece não perceber que ele precisa de um tempo sozinho. É no meio da contagem regressiva que Mia aparece, ela também tem câncer, mas segundo as estimativas do garoto, é a mais sortuda da ala.

"É engraçado como o cérebro faz coisas assim. Seu mundo todo
está sendo chacoalhado e jogado, e o melhor que você consegue fazer
é focar-se em alguma coisa pequena e inesperada.''

Mia é aquela garota popular fútil que acaba descobrindo um mundo que vale muito mais do que um esmalte e é muito mais feio que as pontas duplas do cabelo. A garota briga com a mãe constantemente, escuta Lady Gaga no volume máximo e parece não ligar pra nada. Ela não consegue aceitar que as coisas não são um filme de colegial perfeito.
Em uma das noites, Zac acaba batendo na parede do quarto - é a única forma de comunicar-se, já que, devido ao transplante, ele tem que ficar isolado - para pedir que ela baixe a música. O que ele não sabia é que ela responderia e dali nasceria uma bela amizade e um bromance.

“ Há tanta coisa que ela ainda não compreende: que fica melhor; que não é culpa dos médicos. “Não lute”, eu quero dizer. “Não puxe a alavanca da Saída de Emergência. Tome as pílulas e aproveite o passeio como der. “Eu queria poder dizer isso a ela. Eu queria poder dizer a ela quanta sorte tem. ”

Bem previsível, né? Bom, exatamente isso é o fator que mais me irrita nesse livro. Sabia o que aconteceria do início ao fim e isso me ajudou a ficar distanciada na narrativa. O que eu gostei bastante, apesar do clichê, é o fato de Mia ter percebido que o mundo possui várias faces e a que estava em sua mente era ilusória. Ela sofre bastante com tudo o que acontece e uma das cenas que mais machuca é com seu ex-namorado.
Em meio a toda essa coisa de câncer, Mia decide fugir e acaba indo atrás de Zac, é quando eles se encontram pessoalmente pela primeira vez. Esperava mais desse encontro, mas amei que a autora não adocicou tanto, sabe?

"Pego a mão dele de novo e a enfio por baixo do meu jeans. Quero que ele me queira. Minha outra mão abre o zíper dele. Apesar de ele me afastar, eu o toco do jeito que ele gosta."

É um livro bom, muito bom, na verdade. Fiz a leitura muito rapidamente, a fluidez e escolha de palavras é algo que A. J. Betts com certeza domina. Porém, não gostei tanto porque acabei não conseguindo me conectar a nenhum personagem, sabe? Parecia que estava simplesmente lendo superficialmente e odeio quando isso acontece. Mas acho que a culpa não foi da história em si, pois os personagens são muito bem trabalhados. Só não consegui me sentir ali, sabe? Não consegui acreditar no que era proposto.

"O tempo prega peças. Pode brincar com você. Quando menos se espera, o tempo pode dar uma volta em si mesmo, como um imenso elástico. O tempo pode vir dar tapinhas no seu ombro. Se quiser, ele pode pegar você e o levar de volta para o Quarto 1, com suas agulhas e alvejante e náusea e Mia."

Mas como disse ali em cima, é um livro que depende bastante do humor do dia - alias, todos os livros dependem, né? - e eu não estava muito na vibe de romance. Ah, outro fator muito importante é que há um romance, mas não há um romance, ao mesmo tempo. Gosto da maneira como esse nó foi construído, a autora mostrou que não é preciso beijos e todas essas coisas de casal pra ser sensível e bonito.
Por fim, digo que este é um livro que vale a pena ser lido sim, mas se você não está numa fase mel da vida nem arrisque, espere um pouquinho e leia mais tarde. Agora, se você gostou da história e ama coisas assim, vai fundo e embarque no pequeno grande universo de Zac e Mia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Resenha: Fragmentados - Neal Shusterman

Editora: Novo Conceito 
Ano: 2015 
ISBN: 9788581635194
Páginas: 368
Nota: 4/5

Se seu corpo fosse inteiramente fragmentado. Seus braços na Itália. Seus olhos na Escócia. As pernas no Brasil. Você continuaria vivo?!

Houve uma guerra. As pessoas egoístas não doavam órgãos após sua morte. Tudo resultou na fragmentação. Uma vida não pode ser tocada até os 13 anos. Porém, dos 13 aos 18 os pais podem assinar um contrato de fragmentação. Isto é, a vida estará ali, fragmentada. Um indivíduo prestes a ser fragmentado será futuramente cortado em pedaços. Seus olhos poderão fazer parte do rosto de um ex-cego. Suas mãos poderão tocar piano para alguém que as perdeu e nunca teve essa habilidade. Isso aumentou o número de cegonhas - isto é, mulheres que abandonam os filhos nas portas de casas alheias. Acho que, no fim das contas, a grande questão do livro é: essa é realmente uma solução plausível? a fragmentação é correta? Amo a maneira sobre como a questão do aborto é abordada nas entrelinhas. Ela está ali, presente, um grande questionamento para o qual não há apenas uma resposta correta.

" (...) Há uma chance maior de que alguma parte minha alcance a grandeza em algum lugar do mundo. Eu prefiro ser parcialmente grande a ser completamente imprestável."

Refletimos sobre esses fatores ao acompanharmos a vida dos três protagonistas. Connor, que encontrou uma carta de fragmentação e, então, fugiu de casa, tendo em vista continuar assim até os 18 anos. Risa, que era uma grande pianista - mas não tão boa quanto deveria ser - acaba tornando-se uma fragmentária que logo cederá suas mãos para que alguém possa tocar o instrumento, conhece Connor durante a fuga. Assim como Lev. Porém, esse garoto é diferente e muito importante. Enquanto os outros dois são fragmentários fugitivos, Lev é um dízimo - o décimo filho que deverá ser fragmentado seguindo a vontade de Deus - e aceita completamente a fragmentação. Esse já é um grande ponto forte da história. Geralmente em distopias assim, sempre existem os protagonistas que querem lutar contra o governo, mas nunca mostram algum que concorde - pelo menos é muito difícil.

"E foi aí que eu percebi que as pessoas que estavam chorando eram as mesmas que haviam passado o bebê de porta em porta. Eram elas, assim como os meus próprios pais, que haviam ajudado a matá-la."

Não há muito o que dizer sobre o enredo em si. Ele é bastante ágil e te prende na leitura, mas não foi o que me chamou a atenção. Devo dizer que Fragmentados é um livro bem estranho, diferente. E isso o fez se destacar entre as distopias. Os questionamentos, as provocações presentes ali tão sutilmente me fizeram pular.


Algo que me chocou - e me fascinou - bastante é uma situação bastante presente na sociedade atual. É uma grande analogia. Uma determinada pessoa que sofreu um acidente e, vamos supor, perdeu os dois olhos, comprará olhos de um fragmentado, Porém, isso depende do dinheiro. Caso não haja suficiente, ela terá de adquirir dois olhos cegos.

"(...) As pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. Neste momento, eu estou feliz por estar na luz."

É por essa grande analogia a sociedade atual, misturada com uma crítica velada - as vezes não tão velada assim - e questionamento que realmente te fazem questionar, que Fragmentados conquistou um lugar especial entre as distopias. Com certeza é um livro que se destaca.

"Para batedores que foram levados a acreditar que seus atos são aprovados por Deus, a mentira se veste em mantos sagrados e tem braços abertos prometendo uma recompensa que nunca virá.
Para batedores que creem que seu ato de alguma forma causará uma transformação no mundo, a mentira se disfarça como uma multidão que os encara do futuro, sorrindo e apreciando o que fizeram.
Para batedores que procuram apenas compartilhar sua desgraça pessoal com o mundo, a mentira é uma imagem deles mesmos livres da dor ao testemunhar a dor de outros.
E, para batedores que são guiados pela vingança, a mentira é uma balança da justiça, na qual ambos os pratos pesam o mesmo, finalmente equilibrados."

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: Prometo falhar - Pedro Chagas Freitas

Editora: Novo Conceito 
Ano: 2015
ISBN: 9788581637495
Páginas: 400
Nota: 3/5
A vida não é vida se não houver t(r)emores.

Prometo falhar é um livro repleto de divagações e contradições. Pedro Chagas Freitas escreve sobre o amor através de crônicas, contos, pequenos textos, poemas. Todos os tipos de amor, sendo o principal, é claro, o amor entre namorados. Mas ele também fala sobre amizade, sobre a sociedade e sobre seus pais. E deixa uma mensagem clara: o amor é imperfeito, mas é essa imperfeição que o faz ser quase-perfeito.

"Se houvesse uma ordem justa no mundo seria isso o que aconteceria: seríamos primeiro adultos e depois crianças, e começaríamos por temer tudo o que mexe porque somos adultos e o adulto tem medo de que tudo acabe porque sabe que tudo vai acabar, e depois acabaríamos sem medos, sem temores, à procura do que gostamos onde bem gostamos."

Se você me perguntar se gostei do livro, direi que sim, mas não sairia por aí gritando "leiam esse livro", acho que porque não estou em uma fase romântica da vida e o livro é muito disso, a maioria dos textos é bastante romântico e dramático, o que me incomodou um pouco, já que acabei não concordando com muitas coisas. Principalmente em uma crônica em que, pelo que percebi, ele justifica a traição. Ok, o amor é imperfeito, cheio de defeitos, isso é amar, mas traição já é demais.

"Amava-a porque era a melhor forma de continuar a se amar enquanto pessoa, alguém tão bom como ela só poderia amar alguém igualmente amável, como ele por vezes não se sentia."

O principal ponto positivo da obra é o estilo da escrita do autor. No início, é até meio confuso entender, uma vez que não se está acostumado com esse modelo, mas depois a leitura flui normalmente. Preciso dizer que amei a forma como ele escreve, amei mesmo! Da pra perceber que foi escrito com muito sentimento, como se ele segurasse a caneta e ela escrevesse por ele, arrancando cada suspiro de sua alma.


Meus textos preferidos foram aqueles que falam sobre sonhos, sobre a vida e a sociedade em geral, inclusive os marquei para reler daqui um tempinho. Quanto aos textos de romance, estes acabaram tornando-se repetitivos. Tive a impressão que ele usa as mesmas palavras em vários textos, as mesmas frases mudando apenas por sinônimos. Acho que porque essa era a ideia que queria passar, mas essa repetição acaba dando um desânimo durante a leitura.

"As pessoas precisam das pessoas. Para aguentar, para escapar, para crescer, para viver. Mas também para morrer."

Gostei da maneira como ele se coloca diante do amor em geral e como o descreve. É uma obra com quotes muito bonitos e sensíveis, cheios de sentimento. Porém, é escrita para os apaixonados de plantão. Se você não gosta de romance mel, então talvez não seja a melhor escolha. Até vale a pena dar uma chance, mas não é necessário ler todos os contos para entender a mensagem. De qualquer forma, Prometo falhar é sim um livro muito bom.

domingo, 9 de agosto de 2015

Lançamentos do mês: Novo Conceito

Demorei um pouquinho pra fazer esse post, certo? Agora com a volta das aulas as coisas ficaram corridas novamente, mas vou ajeitando tudo aos pouquinhos. E hoje vim aqui contar pra vocês sobre os lançamentos da Novo Conceito desse mês de Agosto.

Recebi o livro Prometo falhar antecipadamente, a resenha será publicada ainda essa semana. Aliás, vocês terão não apenas uma, mas duas resenhas, pra compensar o tempo perdido. Sobre esse livro, resumidamente? Bom, diferente. Escrita do autor bastante curiosa e interessante, o principal ponto positivo. Mas pode tornar-se cansativa. 
Queria solicitar todos os outros quatro livros, porém como o tempo não permite e quero fazer tudo certo, decidi escolher apenas dois. Vamos ver se vocês adivinham quais foram?! Não é difícil vai...
Pensou?
Ok, eu espero...
....
...
Zack & Mia e 172 horas na lua. O primeiro livro está sendo bastante divulgado pela editora e eu estou bastante curiosa. Parece ser um YA muito bom, sobre amizade e outras desavenças da vida. Aliás, uma amizade que começa em um quarto de hospital. A última frase "Será que eles precisam tanto um do outro?" me deixou intrigada.
Quanto ao segundo livro, vi bastante booktubers falando sobre a versão em inglês. Há livros em que a pessoa fica sozinha em uma ilha e tem que sobreviver ali. Mas ficar preso - com um grupo, menos mal? -  na lua?! Quero muuito ver como vai ser isso! Essa coisa de eventos estranhos acontecendo. Deu pra sentir uma pegada de sobrenatural com distopia e ficção cientifica. Que mistura, hein?!
Cinco dias é um livro que quero muito procurar pra ler depois. Sinto que chorarei - por mais difícil que seja eu chorar com livros. Sério, só chorei com dois que eu me lembre - ou no mínimo ficarei na bad. Parece ser algo bem bonito e reflexivo!
Quanto a Para Continuar, começo dizendo que amei a capa e fiquei curiosa pra ler - pela sinopse também, óbvio - e quando percebi que é um livro nacional, minha curiosidade atiçou ainda mais! Essa ideia das lanternas misturadas com os sentimentos. Acho que não sei exatamente o que esperar desse livro, mas parece ser daqueles que você não confia, e então se surpreende.
E vocês, o que acharam dos lançamentos?!
(PS: Novo conceito, se vocês quiserem enviar mais fotos nesse estilo quando tiverem novos lançamentos, fica a dica e o pedido! haha)

domingo, 2 de agosto de 2015

Primeiras impressões: Dez coisas que aprendi sobre o amor

Quando a editora Novo Conceito enviou um e-mail falando sobre o livro Dez coisas que aprendi sobre o amor fiquei bem interessada, mas não a ponto de ficar mega ansiosa para fazer a leitura. Entretanto, pensei "por que não?" e aqui estou eu fazendo esse post após ler as primeiras páginas do livro que será lançado em breve.

O livro conta a história de duas pessoas interligadas pelo amor - que inclui as consequências boas e ruins. Alice, que está vivendo um período meio confuso de sua vida - pelo que pude perceber - e tem muitos questionamentos e talvez medo da sua relação com seu pai e sua família. Daniel é um mendigo que vaga por aí e tem como objetivo encontrar a filha que nunca chegou a conhecer. Boatos que meu coração já está na mão!

"Escrevo seu nome — tenho isso, ao menos —, mas não tenho o endereço. Coloco-o numa caixa do correio e sonho, nessas noites, com o envelope sendo colocado numa caixa de correio e você se aproximando dela."

Quanto a história de Alice, posso dizer que ainda estou um tanto quanto confusa. Creio eu que, por seu pai estar doente, ela terá que enfrentar essa situação da família não aceita-la tão bem - ou ela não se aceitar em família. Além disso, há um homem que ela cita, Kal, com quem provavelmente teve um relacionamento. A história dela está muito bem escrita, bem trabalhada, mas ainda não me intrigou tanto.

"Tento me lembrar agora se ele parecia pálido ou magro, se parecia doente ou preocupado. Não me lembro. O homem na cama não se parece com meu pai."

A história de Daniel mexeu comigo em poucas páginas. Não são necessárias mil metáforas para descrever o que ele sente, e acho que isso é o mais bonito. É um tanto quanto angustiante e triste vê-lo sentir falta da filha que nunca viu e tentar procurá-la por aí.

"Gostaria de encontrá-la aqui, ficar ao seu lado com a sujeira da cidade aos nossos pés."

Estou bastante ansiosa para descobrir como a história dos dois irá se desenrolar e se, em algum momento da narrativa, eles acabarão se encontrando.
E para encerrar esse post, aqui vai a minha lista com Dez coisas que eu sei sobre o amor:

  1. O amor pode ferir tanto quanto pode curar.
  2. As vezes é necessário fechar uma porta, mesmo que ninguém entre pela outra.
  3. É impossível contar a quantidade de possíveis "tapas na cara" que você vai levar.
  4. O amor pode gerar ações boas e ruins. O amor move tanto o carisma, a simpatia, quanto o ódio, a vingança.
  5. De vez em quando ninguém vai estar aqui para juntar os caquinhos do seu coração. É preciso aprender a juntá-los sozinho.
  6. Amar pode render bons textos.
  7. Amizade é o amor mais bonito que existe.
  8. Amor não é dizer "eu te amo", é fazer amar.
  9. Esperamos muito, temos pouco. Altas expectativas na maior parte das vezes acabam com um coração machucado.
  10. Conselhos sobre amor: você poderia sair aconselhando o mundo, mas com certeza - ok, talvez se você for a pessoa que todos desejam ser - não seguirá os próprios conselhos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Resenha: Eu te darei o sol - Jandy Nelson

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581636467
Páginas: 384
Nota: 4.5/5

Você pode ser a metade de alguém e, ainda assim, permanecer inteiro.

Essa é uma história sobre amor, a maneira como o passado reflete no presente e como algumas mentiras podem sufocar a alma. Mas no final, nos ensina como o amor e a amizade podem vencer o jogo. Nos mostra que você não precisa ser a metade de alguém o tempo inteiro, vocês pode ser uma metade - e ter uma outra - ainda que seja inteiro.
Noah e Jude são irmãos gêmeos muito grudados, até que o ciumes, a inveja, os segredos, começam a afasta-los aos poucos. Tudo começa com uma faculdade de arte, um tabuleiro ouija, e pais nada imparciais.

"Saio em disparada para dentro do bosque como alguém cujo coração não está abalado, os olhos não estão marejados, alguém que não se sente tão renovado como um ser humano."

O livro é dividido basicamente em duas partes, os capítulos narrados por Noah - quando eles tem por volta de 13 anos - e aqueles narrados por Jude - com 16 anos. Essa com certeza é a minha parte preferida do livro, poder saber do passado e quais foram suas consequências no presente. Além de, claro, ver um pouco da visão de cada um.

"Porque todos nós estamos quebrados. Quero dizer, não estamos? Eu estou. O mundo inteiro está. Tentamos fazer o nosso melhor e é isso o que acontece, repetidamente."

Logo nas primeiras páginas, há uma crise de Noah e a presença do bullying - isso não é spoiler. Jude também vive um grande dilema, e só descobrimos o maior deles ao fim do livro. Digamos que ambos se apaixonam pelas pessoas erradas, digamos que tudo começa pisando com o pé esquerdo. Os dois estão perdidos em uma estrada e aparentam não querer se encontrar - pelo menos no início.
É muito difícil comentar sobre esse livro sem dar spoiler, pois ele é basicamente um ninho para um, então esse é o motivo pelo qual essa resenha está menos detalhista que o normal.

"Porque a pior coisa que podia ter acontecido a Noah aconteceu. Ele se tornou uma pessoa normal. Ele tem todos os parafusos no lugar."

Quanto a personagem preferido... fiquei apaixonada pelo Noah desde o primeiro capítulo, sofri com ele, senti o que ele sentia e me identifiquei bastante quanto a intensidade de seus sentimentos. Jude também é incrível, mas acho que não teve aquela conexão tão grande quanto com Noah. Além dos dois, amo Oscar - que vocês descobriram quem é quando lerem.
Há dois romances no livro - os principais - que foram extremamente bem desenvolvidos. Eu não costumo surtar com romances assim, não gosto de livros de romance, mas Eu te darei o sol me fez surtar a cada momento pedindo por mais e para que tudo desse certo.

"A ferramenta ganha vida. Meu corpo todo vibra com a eletricidade enquanto divido a pedra em duas partes.
Para que NoaheJude se torne Noah e Jude."

Sobre o título, é o motivo mais criativo que eu já li. Não posso contar o porquê, mas vocês saberão quando lerem e aí podem vir aqui surtar comigo!! haha


Não é o melhor livro do ano, mas com certeza é um dos livros mais sensíveis que já li. A escrita de Jandy Nelson é como um barco a vela, que te leva a velejar por aí seguindo o vento, as vezes mais rápido, as vezes mais lento, podendo até perder a vela. Leiam, se conectem, torçam por eles e aprendam como eu aprendi em meio a uma bíblia nada convencional, auto-retratos, o mistério do Ralph, uma faculdade de arte, dilemas, pais nada imparciais, mentiras, bullying e, acima de tudo, amor.

sábado, 4 de julho de 2015

Lançamentos de julho: Novo Conceito

Autor: Neal Shusterman
Gênero: Distopia
Páginas: 320
ISBN: 9788581635194
Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston GLobe-Horn Book Award Neal Shusterman desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


Autora: Randy Susan Meyers
Gênero: Drama
Páginas: 368
ISBN: 9788581637068
Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.
Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.
Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.
Hoje... Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.

Autor: Sam Angus
Gênero: Drama
Páginas: 256
ISBN: 9788581634029
Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.
Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.
SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Esses são os lançamentos do mês da editora Novo Conceito. Estou apaixonada pelos três, mas, como o tempo não permite, tive que solicitar apenas um deles. E adivinhem qual é o preferido da louca das distopias aqui?! Estou muito, muito, muuuito ansiosa por Fragmentados! Então se preparem, que logo logo tem resenha! :D

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A lista - Cecelia Ahern

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581636832
Páginas: 384
Nota: 4/5

Cem nomes. Cento e um motivos. Todo mundo tem uma história pra contar. 

Quando as pessoas me perguntam sobre A lista, digo que este não é um livro que possui uma história. Sim, há um enredo principal, mas ele é apenas um plano de fundo que possibilita várias histórias, a principio paralelas, que acabam se encontrando. O livro tem como base a vida de Kitty Logan, uma jornalista que fez algumas coisas erradas na vida, mas uma em especial que colocou em risco toda a sua carreira. Sua carreira no Thirty minutes já era e a revista Etcetera decidiu afastá-la do trabalho. Enquanto isso, sua editora-chefe e conselheira, está a beira da morte. O início do livro trata-se da luta inteira de Kitty para chegar ao hospital e ver Constance, ela não sabe lidar com isso, com o hospital, com a doença, não sabe o que dizer. Mas então está lá e as coisas basicamente terminam com uma lista de cem nomes deixada por Constante. Logan não faz a mínima ideia do que aquilo significa, mas vai fazer de tudo pra entender e transformar A lista na melhor matéria que escreveu na vida, dedicando-se não só a Constance, mas a todas as pessoas incríveis que encontrou pelo caminho.

"Ela desligou, animada com mais esse item intrigante adicionado à sua lista crescente de personagens peculiares."

Por meio de uma escrita divertida e aparentemente simples, a autora traz várias reflexões, analogias e outras coisas que fazem nos identificarmos com a protagonista. É engaçado ver todas as coisas pelas quais Kitty passa, é um desastre após o outro, o melhor remédio é rir. Mas no fundo esse lado do humor é uma grande ponte para o pensamento sobre o mundo, sobre as coisas. Sabe, quem nunca teve um dia ruim? Colocou o pé pra fora de casa e as coisas começaram a dar errado sucessivamente? Quem nunca se sentiu traído? Quem nunca teve medo de entrar em algum lugar e receber determinadas notícias?!


Assim como Kitty uniu a história de tantas pessoas, a própria protagonista parece ser várias em uma só. É bem difícil não se identificar pelo menos um pouco.
As personagens secundárias - se é que podem ser chamadas assim - são muito interessantes. A forma como a história de cada uma foi contada e destrinchada aos poucos estava no ponto certo, a autora acertou em cheio! Claro que Kitty não consegue conhecer os cem nomes deixados, mas conhece alguns deles.

"Quando uma pessoa querida morre, sentimos algo diferente. A ausência dessa pessoa doí a cada segundo do dia."

Ambrose, a borboleta exótica de seu museu de borboletas. Mary-rose, que vive recebendo pedidos de casamentos - falsos, sim, é tudo um teatro, entre muitos outros que nem vou citar para não estragar. Além disso, claro, há um pouco de romance e eu sinceramente estava sentindo falta de algo assim. Sem mel. Sem apelação. Somente sentimento. Gostei muito da maneira como a parte romântica do livro foi desenvolvida.

" - Não sei. Não quero me precipitar, mas acho que há uma possibilidade de que, no final das contas, você não seja gay mesmo.
Uma batatinha foi arremessada na cabeça dela."

A leitura demorou um pouco por conta das provas, mas assim que peguei pra terminar fluiu rapidinho. A lista é uma leitura gostosa e de essência muito bonita, fugiu completamente do gênero YA - com o qual estou acostumada - e me surpreendeu. Leiam, provem essa história e aprendam que, no fundo, por mais desinteressante que alguém possa parecer, todo mundo tem uma grande história pra contar.

"As pessoas que não se consideram interessantes normalmente são as mais interessantes."

terça-feira, 2 de junho de 2015

Resenha: A playlist de Hayden - Michelle Falkoff




Editora: Novo conceito
Ano: 2015 
ISBN: 9788581637044
Páginas: 288

Achei que ele estivesse dormindo. Mas estava. Para sempre. 

Hayden e Sam são melhores amigos. Eram, na verdade. Os dois costumavam ir a uma loja cheia de coisas geeks, jogar um jogo de magos e muita fantasia e dar suporte um ao outro, enquanto eram atormentados por um grupo de garotos apelidados de a trifeta do bullying. Houve uma festa. Uma briga. Uma morte. Quando Sam chegou no quarto de Hayden, pensou que o amigo estivesse apenas em mais um sono profundo. Mas ele estava morto. Havia ali um papel. "Ouça. Você vai entender." E assim inicia-se a história de Sam, Hayden e como tudo aquilo aconteceu. O amigo precisa ouvir a playlist para entender tudo, mas será que é mesmo compreensível?!

"Isso me deixou furioso, ver todos eles sentados ali, agindo como se estivessem tristes, quando tudo aquilo foi pelo menos em parte culpa deles. Como era possível eu me sentir tão deslocado no funeral do meu melhor amigo?"

A playlist de Hayden é, acima de tudo, um livro sobre amizade. No fim das contas, a playlist acaba sendo mais um plano de fundo para a história de Sam, o que me decepcionou um pouco. Esperava um livro tocante, que me fizesse refletir, mergulhar na história e até chorar. Mas infelizmente, não foi isso que encontrei. A história tem como foco principal o Hayden, é claro. Porém, senti que isso era só uma premissa para o resto. O ponto negativo do livro é justamente esse, a superficialidade e a fuga do assunto principal. Quando entro em um novo universo, gosto de me identificar com os personagens, sentir o que eles sentem, mas dessa vez apenas li, como mera espectadora.


Mas é claro, existem os pontos positivos. Vamos começar pelo fator romance. Ao decorrer do livro, conhecemos Astrid, uma garota nada convencional, pela qual Hayden acaba se apaixonando. "Mas Bia, você não gosta de romances melosos, como você está dizendo que foi um ponto positivo?" É um romance diferente. Por mais clichê que seja em alguns momentos, a autora conseguiu nos mostrar outra visão. Tem muito mais amizade e compreensão ali que momentos fofos e apelativos. Além disso, no fim das contas, algo acontece com esse romance, o que me deixou muito feliz e o toque de realidade que o livro estava precisando.

"Eu estava mais intrigado com os aspectos obscuros do jogo. Eu meio que gostava de ser um cara mau em um mundo onde ninguém sabia quem eu era e não havia consequências."

Outra coisa que preciso ressaltar é o fator vingança e raiva. Sam sente muita raiva pelo que aconteceu, claro. Assim como Astrid e outras pessoas. Episódios começam a acontecer com a trifeta do bullying. Vingança. Eis o ponto. A autora questiona justamente isso. Por mais que estejamos com raiva, será que vale a pena mesmo se vingar?! Será que você está fazendo isso por seu amigo ou por si mesmo?! Não responderei as perguntas, vou deixar pra que vocês mesmos pensem e reflitam. 
E pra terminar, tem uma coisa que também me irritou um pouco. A autora da um jeito de colocar um suspense envolvendo "fantasmas" no meio do livro, o que foi um tanto quanto desnecessário, pois não fazia muito sentido ali, sabe? Nem foi tão bem trabalhado.

"(...) Creio que a gente precisa se preocupar com quem está vivo agora. Os mortos vive nas nossas lembranças. E nos nossos sonhos."

Em conclusão, vale a pena ler A playlist de Hayden? Sim, vale a pena! Porém, não espere uma história de arrebatar corações, espere apenas um livro gostoso de ler sobre amizade e outras coisas da vida. A premissa poderia ter sido melhor trabalhada - principalmente quanto a playlist e ao bullying -, mas isso não faz que o livro seja desmerecido, afinal, é um livro bom.

                 

domingo, 3 de maio de 2015

Lançamentos do mês: Maio - Novo conceito


Espero que tenham gostado desse novo modelo de post, eu fiquei mega interessada por "A lista", e vocês?!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lançamentos literários: Novo conceito - Abril

Hey, bookaholics! Como estão?!
Hoje vim contar pra vocês sobre as novidades do mês de abril da editora Novo Conceito. Sei que estou um pouquinho atrasada, mas ainda ta valendo!! Vamos lá?!


SEATTLE, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.
Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.
Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.
Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos,
Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.
Saiba mais.



Sem medo da polêmica, O Mago desnuda o passado de um homem que viveu intensamente os seus anos loucos. Nenhum tema foi proibido e nada foi tratado de maneira superficial: do desbunde em plena onda hippie à conexão com o misticismo, que transformaria a persona do escritor em guru espiritual das massas. Das práticas de satanismo à peregrinação pelo caminho de Santiago de Compostela. Da Sociedade Alternativa à vida de celebridade pop. Das acusações de plágio à consagração em países tão distantes quanto Rússia e Arábia Saudita.
Nessa devassa consentida, Paulo Coelho entregou seus 170 diários e um baú de relíquias ao genial jornalista investigativo Fernando Morais, que traçou um retrato preciso e impressionante do maior fenômeno literário já visto no Brasil. Paulo Coelho é o autor mais vendido da língua portuguesa de todos os tempos. Foram mais de 150 milhões de exemplares em mais de 150 países. Seus livros foram traduzidos para nada menos que 66 idiomas.
Sobre a natureza chocante das revelações, o biografado revelaria, tempos depois: Com a leitura de O Mago consegui dormir em paz pela primeira vez em muitos anos . Se a exposição frenética de tragédias e fraquezas pode parecer agressiva para muitos, para Paulo Coelho foi libertadora.
Saiba mais


Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

A Playlist de Hayden é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

Saiba mais.



Gostei bastante dos lançamentos do mês de abril. Neve na primavera não é um livro que leria normalmente, mas me chamou a atenção, acho que daria uma chance. O grande problema é o tempo, então acabo arriscando pouco, sabe? Mas quem sabe daqui um tempo?! O Mago também pareceu ser muito interessante, afinal, trata-se de Paulo Coelho, mas não conseguiria ler uma "biografia" agora. Alguns de vocês que já perceberam um pouco do meu gosto, devem ter percebido que me apaixonei por A Playlist de Hayden. Estou bem ansiosa para receber e poder ler e resenha-lo pra vocês, espero não me decepcionar. Me lembrou um pouco de Os 13 porquês.
Agora quero que você me conte de qual lançamentos mais gostou, qual menos gostou? Enfim, contem suas opiniões, que tal?!
Ah, apenas um aviso pra já derreter os nossos corações, antes, durante ou depois da leitura do último livro citado. A Novo conceito disponibilizou a playlist de músicas que fazem parte da história do livro e gente, posso dizer que fiquei arrepiada!! Pra ouvir é só clicar aqui
E o booktrailer também foi disponibilizado <3

quinta-feira, 19 de março de 2015

Resenha: A mais pura verdade - Dan Gemeinhart


Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581636337
Páginas: 224

Mark escolheu a montanha.


E se você fosse na verdade um garoto com um sonho martelando em sua cabeça, mas uma doença que volta de tempos em tempos para te atormentar? E se pudesse realizar tal sonho, mas pra isso, devesse deixar tudo pra trás? O que você faria?! Mark escolheu a montanha

"A montanha estava me chamando. Eu tinha que fugir. E como tinha..."

Uma doença. Câncer. Retratado de uma maneira diferente. Um câncer que vai e volta. Mark pensou que tinha acabado, mas os sintomas voltaram para lembra-lo que estava longe do fim. Juntou toda a sua raiva e transformou-a em vontade, vontade de viver aqueles que talvez fossem seus últimos dias lutando para alcançar um objetivo. Um sonho. Uma promessa. Escalar o Monte Rainier e chegar ao topo. O garoto foge de casa, deixando tudo para trás. Claro que se preocupa com seus pais, com Jessie, a melhor amiga, mas esses são obstáculos que ele tem que enfrentar, apenas os primeiros de muitos. E assim inicia-se a jornada, Mark e seu cachorro, Beau, em direção a montanha. Uma máquina fotográfica. Um caderno e muitos haicais - quero começar a escrever alguns, aliás <3

"- Porque acha que ele fugiu? (...)
- Porque ele está morrendo."

A mais pura verdade é um livro que toca, sem precisar apelar muito. O assunto câncer pode parecer clichê, mas é tratado bem diferentemente, apesar de ser a causa de tudo, o foco não é apenas nele, e sim em toda a reflexão da jornada feita por Mark, das consequências de tudo. Depois de ter lido a prova (você pode ver as primeiras impressões aqui) corri pra ler a continuação.
Gosto bastante do protagonista, apesar de não ter me apegado tanto, mas com certeza me puxou pra dentro da história. A cada página, ficava mais agoniada e desejando que nada daquilo tivesse acontecido com ele, sabe? Porque todas as palavras ditas pelo protagonista nos fazem perceber o quanto suportar tudo aquilo é difícil e complexo, a ponto de que ser esmurrado na rua, passar fome e frio é melhor que simplesmente ficar sem fazer nada, apenas esperando o tempo passar. É justamente esse o ponto mais positivo do livro, essa questão entre viver o que resta, mesmo correndo riscos - ainda que seja a morte - que esperar por ela em uma maca. Pode parecer meio mórbido, mas eu preferiria morrer sabendo que ao menos fiz algo, ao menos alcancei objetivos ou lutei por eles.

"Eu amava o relógio, até começar a odiar o tempo. E como ele ia embora."

Não posso dizer que chorei, mas fiquei com nó na garganta em vários momentos. Ao mesmo tempo em que desejava que determinada coisa acontecesse para movimentar a história, não queria. Aí tal coisa acontecia mas a autora voltava atrás no capítulo seguinte. Isso me decepcionou um pouco, essa indecisão. Me senti no meio de Pretty little liars.
O forte laço existente entre a amizade dele e Jessie é perceptível, mas não consegui sentir algo que não fosse tão superficial. Creio que poderia ter sido melhor trabalhada.
O melhor relacionamento com certeza é o de Mark e Beau. Arrancou suspiros e várias emoções, gente, como eu amei o Beau!

"O mundo inteiro é uma tempestade, eu acho, e todos nós nos perdemos em algum momento."

O livro é curto, de leitura fácil, rápida e bastante fluída. Provoca várias reflexões sobre algumas coisas que poucas vezes paramos para pensar - se paramos. Um exemplo disso é o fato de Jessie se perguntar o que seria pior na escola, chamar o nome de Mark durante a chamada ou apenas pular. Achei isso bem curioso e por mais simples que possa ser, tem toda uma complexidade por trás, se é que vocês me entendem.

"Meu Deus - será que diriam o nome dele na chamada? Seria melhor ou pior que pulá-lo?"

O final me decepcionou um pouco, a autora voltou atrás algumas vezes e isso desanimou um tanto. Fiquei esperando por um final mais surpreendente, realista, não sei. Mas me pareceu algo muito perfeito e longe da realidade, sabe? Claro que é bom fugir da realidade na leitura e os livros geram esse universo particular, mas mesmo assim, senti que ficou faltando lustrar a madeira.


A diagramação é incrível, a capa é simples, mas tem tudo a ver com a história - retratando uma das coisas que fez meu coração congelar - e isso acrescenta muito a leitura final. A parte de trás é muito criativa e chama bastante a atenção! O início dos capítulos é desenhado, tem todo um trabalho feito com um carinho nítido. Com certeza é outro ponto forte do livro.
Recomendo!
E essa, leitores infinitos, é a mais pura verdade