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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Crítica do filme Passageiros

E se no futuro os cruzeiros convencionais deixarem de ser um cruzeiro e se tornarem uma espécie de navio espacial? Passageiros conta a história de uma viagem espacial em que os passageiros e a tripulação estão em cápsulas de hibernação até os quatro meses finais de viagem. Nesse momento, eles acordarão e poderão vivenciar uma espécie de cruzeiro espacial. Mas um problema acontece e Jim é despertado 90 anos mais cedo, é impossível voltar a dormir. Ele é o único passageiro acordado e começa a surtar. Até que, um ano depois, Jim encontra Aurora, uma escritora. Um detalhe: ela não está acordada, seu estado ainda é de hibernação.
Em meio a desespero e um conflito interno, ele toma a decisão de acordá-la manualmente, por mais que isso seja errado. Os dois acabam vivendo um romance bastante shippavél até que vários problemas começam a acontecer... não só em relação ao casal, mas a nave, Homestead II.
Confesso que estava com um pouquinho de medo de me decepcionar em relação a esse filme, mas acabei gostando bastante. A produção é maravilhosa e a atuação do elenco principal também. Três atores muito bons! A história se desenrola e prende o espectador até chegar a um ponto em que fica difícil conseguir não ficar se mexendo na cadeira e roendo as unhas.
A única coisa que me decepcionou um pouco foi o final, porque apesar de sofrer com mortes e despedidas, considero finais felizes muito clichês — ainda mais se for como o fim desse filme. Apesar do final, vale muito a pena assistir a Passageiros! Recomendo!

domingo, 20 de março de 2016

[FILME] A Bruxa

A Bruxa narra a história de uma família que, por agirem de mal acordo com a fé religiosa, são expulsos da colônia em que moravam e passam a habitar um local praticamente abandonado cercado por uma floresta. Lá, constroem uma espécie de fazenda enquanto as relações entre eles começam a desmoronar. 
Tudo começa quando Thomasin, a filha mais velha, vai brincar com seu irmão bebê, Sam. De repente, ele desaparece. Foi levado por alguém encapuzado para a floresta. Com isso, a mãe fica em um estado decadente de depressão. Uma família de extremistas religiosos que acabam por se auto afligir por cometerem pecados naturais do ser-humano. Creio que o foco da obra seja esse, aliás, e não tão somente o culto às bruxas.
Outros fatores começam a se desencadear e Thomasin passa a ser a principal culpada por sua família. Logo, tudo se transforma em caos e a tensão só amenta a cada instante. 
Quando o filme terminou, ouvi muitos comentários que diziam "que bosta", "não acredito que gastei pra ver isso". Tenho uma resposta. Essas pessoas estavam procurando um filme de terror com sustos, desses que todos estão acostumados. Então já aviso, esse não é um longa comum. Fiquei com medo? Acho que a palavra não é medo, mas desconforto, algo que não sei explicar. 
A Bruxa é um filme extremamente inteligente com diversas críticas intrínsecas a ele. Algo que pretende revolucionar o terror com que estamos acostumados, trazendo algo muito mais psicológico que um simples susto. E, na minha opinião, algo que mexe com o seu psicológico pode te dar muito mais medo do que um grito de dez segundos, se é isso que a maioria procura. assistir de novo em breve e criar novas teorias - quem sabe eu não divido alguma com vocês? 

domingo, 10 de janeiro de 2016

[FILME] A colina escarlate

A Colina escarlate é um filme de terror de época. Sim, algo mais antigo puxado para uma vibe daqueles romances históricos. Não espere sustos iguais ao que estamos acostumados, mas algo completamente diferente. E novo. Gótico. Mexe mais com o psicológico e o que as pessoas são capazes de fazer quando estão presas a algo - ou alguém.
Edith Cushing é uma escritora que deseja ter seus livros publicados. Porém, nunca é aceita, simplesmente por ser mulher e sua história ser sob fantasmas. Amei a crítica feita pelo filme quanto ao machismo quanto ao mercado editorial. É triste pensar que a mentalidade "mulher só serve para escrever romance", ainda existe. É bem menor, mas existe. A autora finalmente conhece alguém que gosta de sua obra, Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston) acaba se encantando com ela. Edith se apaixona e é seduzida por ele para que more em sua mansão. Onde? Na Colina escarlate, para onde um fantasma de seu passado sempre a dizia para não ir. Lá, vive com seu amado e a cunhada, Lucille Sharpe (Jessica Chastain). A casa, porém, parece ter vida própria. Qualquer um percebe logo de cara que aquela mansão possui muitos segredos. Não é diferente com Thomas e Lucille. No fim, todos eles estão presos e a sanidade da escritora está com os dias contados.
Amo a vibe misteriosa que o filme transmite. Não é simplesmente um terror de dar sustos, há uma história por trás. E criticas, como disse acima. Uma história de fantasmas no mais puro sentido. E lembre-se, fantasmas não são apenas espíritos. Pode ser uma mansão. Pode ser uma pessoa que está ao seu lado. Você vai, junto com Edith, ficar a um milimetro da linha da sanidade. Super recomendo esse filme. Suspense inteligente, com uma história incrível por trás, exatamente do jeito que eu gosto.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Para assistir nas férias: Triple dog


Como quem é vivo sempre aparece, estou aqui para indicar o primeiro filme para assistir nas férias. Tentarei fazer um post por semana nesse estilo, mas sem dia certo. Enfim, a indicação de hoje é Triple Dog, um daqueles filmes de garotas adolescentes, no estilo de mean girls, entre muitos outros. Nunca canso desse tipo de filme!
Triple Dog conta duas histórias paralelas. Stacy St. Clair é uma espécie de lenda, tudo o que se sabe é que a garota morreu ao cair/se jogar/ser empurrada da ponte. Eve tenta perguntar para as pessoas o que aconteceu, mas as histórias variam muito. O mistério só é revelado no final, embora seja previsível.


Enquanto isso, Eve convida suas amigas para uma festa de aniversário em casa, todas com diferentes personalidades. Entendiada, Chaplin propõe que joguem triple dog - uma espécie de verdade ou desafio, só que sem a parte da verdade. Quem não cumprisse o desafio teria a cabeça raspada. Também haveria a opção de desafiar quem te desafiou, mas se essa pessoa o fizesse, a outra teria o mesmo fim.
Gostei bastante da Chaplin. A personalidade dela se destaca no grupo, enquanto algumas são mais mimimi da vida, ela se impõe e faz a coisa acontecer.
Os desafios são bem divertidos e da pra se entreter bastante. Depois descobrimos a relação entre as duas histórias, as garotas e tudo mais. Não há muito para ser falado aqui, mas assistam como mais um diversão e passatempo. Não é um filme que vai te transmitir reflexões e ensinamentos, mas vai te dar saudades dessa época (se você já tiver passado por ela) e vontade de jogar triple dog!! haha

quinta-feira, 26 de março de 2015

Trailer de Cidades de papel e minhas impressões


Como vocês já devem saber, o trailer oficial de Cidades de papel foi lançado. O filme será estrelado por Cara Delevigne - como Margo - e Natt Wolf - como Quentin. É o meu livro preferido do John Green, então estou bastante ansiosa, porém decepcionada.
Desde o começo, não gostei da escolha de Cara interpretar a Margo, acho que as personalidades não batem, sabe? Simplesmente não rolou. Mas decidi dar uma chance, esperar pra ver o que aconteceria e foi decepcionante mesmo. 
Quanto ao Natt, não é o Quentin perfeito, mas é aceitável, concordo com a escolha dele para o papel. Além disso, ele não me decepcionou no trailer. Acho que minhas cenas preferidas vão acabar sendo aquelas em que a Margo não estiver presente haha - ou não né, quem sabe eu não sou surpreendida? Sempre há essa possibilidade.
 Mas vamos ao trailer.
A primeira cena não foi muito fiel, uma vez que ela aconteceu, o que custava deixar o rosto pintado de preto como no livro?! - ok, eu sei, estou sendo muito exigente, mas é isso que acontece quando é um dos meus livros preferidos, sorry.
As cenas de vingança foram bem legais, acho que vou gostar bastante, pelo menos no livro eu ameei!! Também estavam bem fieis, pelo que deu pra ver.
Espero que eles não pulem a parte do Sea World, alias. 
A viagem que eles fazem em busca da Margo foi quase idêntico ao que eu imaginei, só com algumas mudanças já esperadas. Mas creio que vai provocar belas risadas, aflições e tudo mais.
Uma escolha de atriz que me deixou bem feliz foi a Halston Sage, Acho que tem tudo a ver!
Agora é só cruzar os dedos e esperar o filme, né?!
Me contem nos comentários qual foi a impressão de vocês baseando-se no trailer e o que vocês esperam do filme! 
See you later, aligator!

domingo, 12 de outubro de 2014

[FILME] Garota Exemplar


Primeiramente, ainda não li o livro por achar que ficaria entediada durante a leitura, por achar que a história seria apenas mais um clichê - por favor não me enforquem haha - além disso, vi várias resenhas prós e várias contras, então acabei enrolando. Mas esses dias fui ao cinema com algumas amigas e decidimos assistir ao filme Garota Exemplar. Minha primeira impressão foi: História interessante, esse mistério da esposa desaparecida, o marido acaba se tornando suspeito, mas com certeza não deve ser ele, porque seria muito obvio. É, deve ser legal, acho. Vamos dar uma chance. Agora estou aqui implorando pra você - juro que vou tentar não surtar mais assim nos posts, okay? haha mas esse merece - por favor, por favor, por favor, dê uma chance!! Ah, e depois de ver o filme, eu mesma estou querendo me enforcar!! Não faço a mínima ideia se mudaram muita coisa ou não, e todas essas coisas de livro X filme, só sei que >preciso< ler.
Enfim, vamos lá:
Garota Exemplar tem como protagonistas Nick e Amy Dunne, um casal de escritores. Amy é super conhecida na sua área e costuma escrever para crianças. Um dia, no quinto aniversário de casamento do casal, Nick chega em casa e percebe que sua esposa simplesmente sumiu. A essência é justamente essa: o sumiço de Amy. Então você pode pensar: "Bom, então as respostas que preciso são: Aonde ela está? Ela morreu? Nick é realmente o culpado?" Acredite, o filme é muuuito mais que isso! - sorry o excesso de "uuu".
São duas horas e meia de duração e juro que valeu cada segundo. Não pense que esse é mais um daqueles filmes que possue cenas desnecessárias só para preencher tempo. Cada cena é essencial. Repito. Cada cena. Juro que não sei o motivo por não estar fazendo tanto sucesso nas bilheterias. O fato é que você não consegue prever o que vem depois. É um filme que com certeza mexe bastante com o psicológico - também rende algumas risadas e te faz querer gritar em meio a situação.
Excepcional. Surpreendente. A tal ponto que se Garota Exemplar e a atriz Rosamund Pike não ganharem um Oscar, preparem-se, porque o apocalipse está próximo!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Filme: O espelho


Filme: O espelho - dirigido e escrito por Mike Flanagan

Assisti na ultima quinta-feira o filme O espelho/Oculus. estava com altas expectativas, porém fiquei bastante decepcionada. 

Tim e Kaylie são dois irmãos traumatizados pela morte inexplicada dos pais. Quando Tim sai de um hospital psiquiátrico, após anos internado, ele tem certeza de que a causa da tragédia familiar é um grande espelho que acompanha a família há séculos. Cercados por fenômenos paranormais, os dois tentam provar que o objeto é o verdadeiro responsável pela sangrenta história de seus ascendentes.

Kaylie está de volta na casa com seu irmão Tim, instala diversas câmeras em frente ao espelho, diversos alarmes e várias plantas. Tim, no início, não concorda com isso, mas acaba se envolvendo até ser tarde demais. Anos atrás, antes do garoto ser levado para a clínica, assassinou seu pai, que havia assassinado a mãe, mas na verdade ele só fez isso devido á força sobrenatural contida no espelho. Kaylie instala também um instrumento no teto capaz de quebrar o espelho (e cortar um ser-humano ao meio). Achei essa personagem meio doente por tudo o que fez, era melhor deixar tudo quieto, mas se isso acontecesse, o filme não existiria, não é?! A personagem faz de tudo para que o espelho mostre vida, mas nada acontece, até os dois saírem da sala.
O filme funde dois tempos em um só, quando a família tinha acabado de se mudar, com Kaylie e Tim crianças e logo depois de Tim deixar a clinica. Achei isso extremamente interessante e inteligente.
O filme é meio complexo no início, mas depois você começa a entender como funciona o espelho, acontece que muitas vezes ele produz espécies de alucinações para que aconteça o que ele quer. Então muitas vezes o que você pensa que é real, não é real, o que você pensa que não é real, adivinha? Aconteceu realmente.
Achei essa parte do filme bastante inteligente.
Em relação ao terror, o filme rende alguns sustos, mas no final você acaba se acostumando com as aparições então não assusta tanto. Não é aquele filme que vai te matar de medo, acho que classificaria como um filme de suspense com sustos ou algo assim.
Quando a atuação, os atores Karen Gillan, Brenton Thwaites, Annalise Basso e Garrett Ryan foram ótimos.
O final do filme foi o que mais me decepcionou, achei previsível e acredito que poderia ter sido bem mais interessante.
"Você vê o que ele quer que você veja."

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A culpa é das estrelas - filme

A culpa é das estrelas


O filme de "A culpa é das estrelas" pode ser definido como uma das melhores adaptações cinematográficas ever. 
Estava bem ansiosa em relação ao filme, mesmo não considerando o livro meu preferido do John Green, porém amo a história e a mensagem que é passada. A ideia de que devemos aproveitar todo o tempo que temos, mesmo que o infinito seja pequeno. É exatamente isso que o livro passa e o filme passou de uma forma que toca o coração de cada um.
Começando pela escolha dos atores, achei a Shailene uma ótima Hazel, mas tive um certo preconceito com o Ansel, pois o Augustus que imaginei fisicamente não é nem parecido com ele, mas quando o filme começou pensei "não haveria maneira melhor de retratar a Hazel e o Gus", ambos os atores foram ótimos. A atuação foi impecável, de modo que não via dois atores interpretando o personagem, via Hazel e Gus. 
Além disso, quem assiste Divergente e depois A culpa é das estrelas fica incrivelmente chocado com o dom da Shai de conseguir transmitir dois personagens diferentes e em um curto intervalo de tempo. Muitos atores dão um tempo em filmes, novelas, para que o personagem seja "esquecido" e assim não hajam comparações, mas dessa vez não foi necessário.
A adaptação é muito fiel ao livro, poucas partes não foram inseridas no longa - mesmo que sejam cenas que queria que estivessem nele - mas não prejudicaram o filme de forma alguma.
É possível ver quem assistiu "A Culpa é das estrelas" pela cara de choro, acreditem, foi assim o filme inteiro. Não tem como não se emocionar vendo a história de dois jovens que estão aproveitando o pequeno infinito enquanto podem, sem pensar em quando esse tempo irá acabar.
Muitos críticos disseram que "o filme é bom, porque foi feito pra chorar", porém discordo, já que na verdade, não se trata de um drama completo, há também cenas de comédia, etc, justamente mostrando que é possível ser feliz, mesmo que você tenha câncer, alguma doença ou algo que te faça acreditar que não é possível.
A culpa é das estrelas é uma história não só de superação, mas de viver de forma feliz cada momento, como se fosse o último. Um dos melhores filmes que vi na vida inteira.