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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Confira o trailer de A Garota no trem



Com data de lançamento para 24 de novembro, a adaptação do livro A Garota no trem promete arrancar muitas exclamações do público. Rachel, a protagonista alcoólatra, será interpretada por Emily Blunt. A história basicamente gira em torno das viagens de trem da Rachel onde ela encontra um casal que passa a observar. Porém, é surpreendida quando descobre que a mulher observada está desaparecida.
No vídeo acima resolvi fazer algo diferente e mostrar minha reação assistindo ao trailer pela primeira vez. Como vocês podem perceber só pela arte do vídeo, fiquei bastante em choque. É um filme que promete muito! Estou cheia de expectativas!
E pra você que não quer ver o meu rostinho, vou deixar aqui o vídeo só com o trailer:

domingo, 27 de março de 2016

[CURTA] Immediately afterlife


O curta Immediately afterlife é, acima de tudo, uma crítica construtiva sobre a religião. Não confunda religião com fé. O curta faz uma crítica direta a aqueles que transmitem a palavra divina e, de certa forma, se aproveitam dela.
No início, vemos uma série de lençóis brancos cobrindo várias pessoas, simulando uma morte coletiva. Porém, Marissa e Bennett foram as únicas que sobreviveram ao suicídio em massa da seita religiosa de que faziam parte. A partir daí, as duas fazem questionamentos a outra e a si. Questionam a religião, o culto, a seita, o pregador e o verdadeiro significado da vida que continuará. Os diálogos são muito inteligentes e o tempo todo existe uma tensão perceptível entre as duas. 
Ficou evidente para mim a crítica que se faz ao líder daquela ceita. Em determinado momento, fica implícito que esse líder já se envolveu sexualmente com suas seguidoras, inclusive Bennett.
É importante observar, também, como essa seita fez com que as duas se cegassem. Maior exemplo disso é quando Bennett começa a tomar o resto dos sacramentos acreditando que, assim, tomará o rumo correto. Nesse momento, Marissa - que diz ter acordado da cegueira - a questiona, contando que o líquido branco na verdade é um refrigerante de cor preta. 
O final é bastante aberto para interpretações, penso que ele demonstrou o início de um novo ciclo vicioso. Apesar dos questionamentos, abrir a porta para os dois homens, foi como fechar os olhos novamente. Parecia que por mais que desejassem deixar a seita, havia uma força maior do que todas aquelas dúvidas que as manteriam lá. 
E é por isso que a grande crítica do curta não é acreditar em uma entidade divina, mas unir-se a uma forma extrema de religião, acreditar nas palavras de alguém que pode estar te manipulando ao invés de te levar para a salvação. É similar ao posicionamento do filme A Bruxa, nesse sentido.
Mas é claro, essa foi a minha análise, creio que muitos possam ter visões diferentes sobre esse curta-metragem, afinal, uma arte como essa é feita para ser não só apreciada como interpretada a fundo. Se você assistiu, compartilhe suas opinião, vou adorar saber!
PS: Nem preciso citar a atuação maravilhosa das duas atrizes, né?! A Shay me surpreendeu e a Troian deixou ainda mais claro que ela merece um Oscar. POR QUE DIABOS NINGUÉM DEU UM OSCAR PRA ESSA MULHER?! Desculpa, me exaltei. Mas ela merece!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

On wednesdays we wear pink


Heey, leitores infinitos!
Tudo começou com um evento no facebook e terminou com uma classe quase toda de rosa. Isso tudo em homenagem a Mean girls! Aproveitei a deixa e resolvi fazer esse vídeo com 5 curiosidades sobre o filme, além da participação especial de alguns amigos da faculdade <3
Sabia que Rachel seria Cady e Lindsay Lohan seria Regina George?!
Espero que gostem!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

[TRAILER] Como eu era antes de você

Baseado no livro de mesmo título da autora Jojo Moyes, o longa contará a história de Louisa Clark, que sem muita opções, passa a ser cuidadora de Will Traynor, 35 anos, tetraplégico. A partir daí, a história se desenrola. Os dois acabam se apaixonando e muita coisa pode entrar no caminho desse romance. Não li o livro ainda, então não posso dizer se achei o trailer fiel ou não, mas digo que posso esperar um filme maravilhoso e, com certeza, será um dos próximos livros que lerei. Parece que será uma história que nos emociona do início ao fim, apesar do final previsível - se você ler o título, já vai saber o que acontece. Estou bastante ansiosa para o lançamento, e vocês?!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

[FILME] 6 years

Nesse filme somos apresentados a um casal que namora há seis anos. Muito tempo, não é?! Tempo o suficiente para que tenham feito muitos planos de um futuro juntos. Mel e Dan parecem ser o casal perfeito. Aquele típico casal de filme idealizado. Os personagens secundários são os típicos vilões, mas estão lá mais pra figuração, já que o foco é mesmo nos protagonistas. Mas nem tudo é como parece ser, até mesmo nos filmes. Quando Dan arruma um emprego que sempre sonhou em Nova York e depois de alguns acontecimentos complicados, a relação vai por água a baixo.
Muitos não gostaram do filme. Ele, de fato, não tem nenhuma mensagem explicita, mas se você olhar bem, ela está lá. As atitudes de ambos são muitas vezes infantis, imaturas. Os dois estão juntos desde o ensino fundamental, então é difícil não ter mais aquela pessoa ali. Quando Mel descobre sobre o emprego, ela surta. Mas eu a entendo. O filme mostra uma situação real, com traições e quebras de um futuro planejado. Ela deveria ficar feliz pelo namorado, mas simplesmente não conseguia porque o que iria fazer sem ele, sabe. Essa afirmação parece não ter sentido algum pra quem está vendo de fora, mas ali no meio as coisas são diferentes.
Resumindo, não é um filmes ótimo, mas é bom para mostrar que até mesmo os relacionamentos perfeitos são imperfeitos e que você deve deixar uma pessoa ir quando for a hora. Porque as vezes não amamos mais o outro e sim não queremos ficar sozinhos. Mas as vezes é necessário mudar os rumos da narrativa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

[FILME] Maze Runner - A Prova de fogo


Meu sentimento sobre esse filme é um tanto quanto contraditório. O fato é que poderia fazer duas resenhas: uma para o filme sem considerar o livro, na qual diria que foi incrível, outra para o filme considerando o livro, na qual diria que odiei. Porem fica aqui o meu aviso: se você é fã da série e ainda não assistiu ao filme, prepare-se e abra bem a mente, porque não foram feitas algumas mudanças, foram feitas todas as mudanças possíveis, então pense: não vai ter absolutamente nada a ver com o que eu li, só a base. 
É claro que essas mudanças bruscas me chatearam. Sabia que misturariam os dois últimos livros, mas o filme gira em torno do Braco Direito, e não da cura. O modo com que eles vão para o deserto também é completamente diferente. A traição da Teresa não fez sentido algum (quero ver como vão fazer pra explicar) e o pior de tudo, a Brenda não é imune. Ok, fiquei feliz porque odeio a Brenda e talvez no filme Thomesa dê certo, mas eu gosto de sofrer, poxa. (spoiler) A Teresa e o Newt tem que morrer e o Thomas tem que ficar com a Brenda, mesmo que eu odeie isso (fim do spoiler). O fato é que não consegui enxergar o rumo da história, mas creio que mudarão absolutamente tudo, inclusive o final da trilogia, uma vez que o segundo filme foi tão diferente do livro. Mas fiquei feliz que ao menos tivemos o tão esperado "Você não é ela", mas fiquei esperando a cena do deserto em que a Teresa está no prédio abandonado e encontra o Thomas, diz todas aquelas coisa pra ele. Faltou tanta coisa e isso desanimou bastante.
Agora, vamos deixar o livro de lado e falar do filme em si. É incrível. Os cranks de fato me deram uns belos sustos e as cenas de ação te fazem torcer e pirar junto aos personagens. O número de pessoas no deserto é bem menor, mas talvez tenham feito isso para conseguir dividir o foco para todos eles. Todo o cenário foi muito bem estruturado e a história também é bem legal - embora seja totalmente alternativa. Sai do cinema pirando e dizendo que o filme é muito muito bom, e é mesmo. Recomendo para que assistam e torçam, riam, chorem com cada um. Algumas coisas que foram acrescentadas também ficaram ótimas. Mas é o que eu disse, uma história completamente nova. Mas vale dizer que o filme tem muito mais cenas de aventura que diálogos geniais. A frases colocadas foram aquelas de mais impacto nos livros.
Resumindo a minha situação, saí do cinema completamente maravilhada com o filme que acabara de ver, surtei no snapchat e fui para o twitter, então comecei a refletir sobre o tiro que o livro levou e repensei um pouco sobre a minha euforia. Veria o filme de novo? Claro, óbvio. Mas com a cabeça de que estamos lidando com a mesma base e duas histórias diferentes. 
Gostaria de acrescentar que Kaya Scodelario é a rainha do deserto! haha
Se você assistiu ao filme, conta pra mim nos comentários o que achou, quero muito discutir sobre ele!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

[FILME] Cidades de papel


A adaptação de Cidades de papel para o cinema foi muito bem sucedida. Para aqueles que não leram o livro, vai ser um filme incrível. Para aqueles que leram o livro, um filme muito bom. É bastante fiel, mas algumas partes não estavam presentes. O produtor pode ter achado que eram desnecessárias, mas eu discordo. Principalmente porque algumas delas poderiam sim estar ali. Como por exemplo, o rosto de Margo deveria estar pintado de preto quando ela pula a janela de Quentin. Sei que pode parecer um detalhe mínimo, mas minha cabeça de leitora imaginava assim. E o que custava pintar o rosto da Cara?!
A cena do Sea World também não está presente, eu fiquei esperando demais por essa cena e ela simplesmente não apareceu, mas ok, superei.


Tirando essas pequenas coisas, é realmente um filme ótimo, tocante na medida certa e sem apelar. Terei que fazer uma comparação agora, fãs que me desculpem. A Culpa é das estrelas apela na cena do funeral, é uma cena feita para chorar. Cidades de papel pode te fazer chorar, mas não porque esse é o objetivo, e sim porque você se sente conectado com a história e os personagens. (não estou dizendo que ACEDE é ruim, ok, foi apenas uma comparação quanto ao fator choro).
Gostei bastante dos cenários, todos eles foram bem fieis. Para mim, a melhor parte do filme é o início, as nove coisas, e a cena da viagem, quando eles estão no carro e precisam parar por seis minutos apenas. Além do final, é claro, que é o mais realista possível e talvez o meu fim preferido da história dos romances.


É um filme para rir, chorar, se divertir e refletir. Somos feitos de papel, mas uma pessoa de papel pode carregar dentro de si muito mais do que se imagina. Nos ensina a não colocar ninguém em um pedestal,  porque no fundo todos estamos um pouco quebrados - obrigada, Jandy Nelson pela deixa.
E claro, você pode amar alguém e não precisa necessariamente seguir os passos dela. Cada um pode seguir o seu próprio caminho. É justamente por isso que na cena final quis gritar "É ISSO! ISSO É AMOR!"
PS: Estou morrendo de vontade de ler o livro.
PS2: No fim das contas, gostei da Cara Delevigne interpretando a Margo.
PS3: No filme, a Margo é menos irritante.
PS4: No filme, a viagem passa mais rápido e não é nada monótona, o que é um grande ponto positivo pra quem achou essa parte do livro entediante.
PS5: Parei de "ps", só precisava terminar com um número certinho. Não, não conseguiria parar no quatro.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Me, Earl and the Dying girl (Comentários gerais)

Me and Earl and the Dying girl ou Eu, você e a garota que vai morrer conta a história de uma garota com câncer. Mais um clichê pra sua estante?! Não!!! Pelo panorama geral que fiquei sabendo do livro, a garota tem um amigo que na verdade é "forçado" a voltar a falar com ela. Então uma amizade diferente se desenvolve, entre ele, a garota e o Earl. Vou deixar a sinopse aqui em baixo com mais detalhes, mas por tudo que li até agora, parece ser algo que foge do convencional, além de ser uma história engraçada, com momentos de reflexão, claro, mas divertida, sabe? Não trata o câncer como "ai meu Deus, ela tem câncer, preciso trata-la diferente por isso, vou ficar com dó.", isso, inclusive, é algo que a garota não gosta. Então no fim das contas eles só vão viver esses últimos dias juntos. Estou bastante curiosa pra ler!! A primeira vez que vi foi pelo livro em inglês mesmo, mas acabei não comprando. Então, descobri que a Rocco lançaria o livro esse mês!! Yaaaay!! Além disso, os direitos foram comprados e um filme está com sua estreia marcada pra breve. O primeiro trailer já foi inclusive lançado!!
Aqui vocês vão conferir as capas - americana e brasileira -, o trailer do filme, a sinopse - é claro. Assim como links para fazer a compra - do livro em inglês e da pré-venda da Rocco.


Sinopse:
Eu, Você e A Garota Que Vai Morrer - Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

Confira o trailer do filme:



Compre o livro:

Livro em inglês                                                                                                   Livro em português
Amazon                                                                                                                Saraiva
Book depository                                                                                                   Livraria da Travessa
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Adorei o trailer do filme. Sempre escolhem atores que se destaquem no quesito muita beleza ou atores já conhecidos, mas dessa vez fizeram diferente. Não que o elenco seja feio, mas eles são normais, sabe? O que torna a história muito mais próxima de quem assiste ou lê. Acho que a questão de como a realidade é tratada vai me deixar muito empolgada, ainda mais, na verdade. Estou muito muito muito ansiosa!!
Quanto ao livro em português, a única coisa que me decepcionou foi a tradução do título, porque traz um tremendo spoiler. Se você ainda não percebeu qual é, nem procure saber, preserve isso pois será muito importante. Mas enfim, seria bem melhor se traduzissem o título como "Eu, você e a garota que está morrendo".
E vocês?! Me contem um pouquinho sobre o que acharam disso tudo!! :D

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Filme: Homens, Mulheres & Filhos


Homens, Mulheres e filhos estão conectados. O grande problema é que a essa conexão deixou de ser real, as conexões virtuais estão cada vez mais frequentes. O filme retrata justamente esse universo atual,  o mundo dos adultos, adolescentes e suas relações com o próprio eu, com os outros e com o mundo. Nele, temos várias histórias paralelas, mas que são interligadas.
Um casal que perdeu a intimidade e acabam procurando por outras pessoas. Uma garota anoréxica que tenta repensar o motivo de suas atitudes. Outra que sonha em aparecer nas telas de Hollywood, mas da os passos errados para chegar até lá. Uma mãe que controla exatamente t-u-d-o que a filha faz na internet. Um garoto que foi abandonado pela mãe e agora não sai de seu quarto, fica apenas jogando. Outro adolescente que vive em um mundo de pornografia e não consegue mais sentir prazer na realidade, apenas com vídeos. A internet está intrínseca a tudo isso. Cabe a nós decidir o limite, saber o que devemos melhorar ou não.
Adoro o modo como o filme logo no início nos mostra uma foto da terra, mas ela é um pontinho minúsculo, ali somos nós. Imersos numa gigante galáxia, cheios de responsabilidades, problemas, cheios de vida. E o que faz sentido? O que realmente importa?
Não é um filme cheio de moralismo que vai te dizer "não use a internet, ela faz mal", acho que isso é mais um plano de fundo. Achei incríveis as reflexões trazidas pelo filme e como a história de cada um foi desenvolvida. Claro que cada personagem merecia muito mais foco, mas isso não foi possível por causa do tempo, etc, acredito eu.
Outra coisa que gostei é o fato de balões de pensamentos conversas aparecerem na tela. Váaarios balões. E também nos mostram as conversas, a falsidade de muitas pessoas. Achei bem vida real, tirando alguns exageros - que realmente espero que tenha sido exagero - e pra pensar um pouco no sentido de tudo.
Só abrindo um parênteses, não sei se foi proposital, mas achei meio cômico a narração britânica da voz de fundo. Como sexo é um dos assuntos tratados no filme, foi falado sobre pornografia. Só que imagine uma voz da moça do tradutor do google só que super polida falando essas coisas com a entonação de um conto de fadas. Tive que rir! haha
Mas enfim, amei esse filme e super recomendo! Então se você tem um tempinho, procure Homens, Mulheres & Filhos pra assistir!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

[FILME] O Doador de Memórias

Esse filme é de fato uma adaptação do livro O Doador de memórias. Minha proposta era fazer um post comparando livro x filme após assistir, mas são duas coisas bem diferentes, então decidi esquecer um pouco o livro e falar apenas do filme em si. A premissa da sociedade sem sentimentos é a mesma e grande parte da forma de organização da sociedade também (veja resenha aqui.) mas um dos primeiros fatores que muda é a idade - já que no livro a "graduação" é feita aos doze anos e no filme eles já são adolescentes.
Bom, acredito que o filme retratou bastante essa ideia do mundo sem sentimentos. Com as injeções matinais, todas essas emoções eram perdidas. O amor deixa de existir, a alegria, e todos esses sentimentos, levando para longe também as dores, os sentimentos agonizantes. Porém, quando Jonas começa a receber as memórias ele passa a questionar toda essa sociedade e bola um plano com o Doador para devolver as memórias para o povo.
Gostei da forma como foi tratada a amizade entre Asher, Jonas e Fiona, foi um bem bolado, porém no fim das contas achei meio superficial. Gostaria também que a história de Rosemary fosse mais explorada - tanto no filme quanto no livro.
Quando as memórias são passadas para Jonas, imagens aparecem na tela, imagens das coisas e boas, como um casamento, o amor de uma família, a neve e todas essas coisas belas que foram perdidas com a Mesmice. Também são mostradas imagens um pouco chocantes de guerras, caças de animais, com todos aqueles gritos que nos dão calafrios. Gostei dessa ideia e achei bem interessante, sim, porém, lá pro meio do filme começou a ficar meio apelativa.
Agora falando dos pontos positivos, uma coisa que realmente gostei muito e foi com certeza o meu fator preferido do filme é tudo começar em preto e branco e ir colorindo aos poucos - já que vemos tudo na visão de Jonas. É como se a câmera fosse os olhos do garoto. Tanto que quando ele sai para cumprir o plano tudo volta a ficar preto e branco novamente.

As cenas finais são bem bonitas também. Tudo para e todos entram em uma espécie de transe. Além disso, as ultimas frases são iguais as do livro e me deixaram um pouco irritada, aquele momento em que você precisa saber o que vai acontecer depois e acaba tudo, sabe? Então.

Em conclusão, esperava bem mais do filme O doador de memórias, até cumpriu minhas expectativas, mas não saiu daquilo, achei um pouco superficial e apelativo demais em certas partes, mas gosto bastante da premissa e certas cenas com certeza me tocaram, então recomendo sim, mas é um filme que me decepcionou um pouco.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Divergente [FILME]

Divergente - uma escolha pode te transformar (Filme)
A adaptação da tão aclamada trilogia literária Divergente aos cinemas estreou no dia 17 desse mês, no Brasil. Com direção de Neil Burger, os atores Theo James e Shailene Woodley, como Tobias e Tris, respectivamente, o filme chamou a atenção de muitos, principalmente aqueles que são fãs da serie literária, como eu. 
Quando Beatrice Prior completa 16 anos, ela deve fazer uma escolha que poderá transforma-la, decidir a qual facção irá pertencer pelo resto de sua vida, em uma sociedade composta por cinco facções - Audácia, Abnegação, Franqueza, Erudição e Amizade. Agora, com a Audácia escolhida e um segredo guardado, deve enfrentar todas as consequências, entre os fatores decorrentes a garota conhece Four, seu instrutor.
Aviso: pode conter spoilers
Confesso que não foi fácil iniciar essa resenha, já era fã de Divergente antes ainda de todo o processo do filme começar, com os livros lidos e a ansiedade no coração, não aguentei esperar o dia seguinte e fui assistir o filme no dia da estreia na ultima sessão, de ultima hora. Bom, como já disse no post de atualização, amei o filme individualmente, porém, comparando-o com o livro, os fatos mudam um pouco. 
Tudo começa com a narração de Tris - Shailene - explicando um pouco do contexto da história, contando sobre as facções, o teste de aptidão, etc. A primeira cena, de fato, é aquela em que a mãe corta o cabelo de Beatrice, assim como no livro, esta cena me agradou bastante. Então a história vai acontecendo. Gostei bastante dos cenários, embora não fossem exatamente como o imaginado, o único que realmente não gostei foi o do teste de aptidão. Em relação ao casal, amei, acho que a química entre os dois é incrível, cada cena do romance me fazia querer gritar. A minha preferida, alias, é a do teste final, que quem assistiu sabe do que estou falando. O lado ruim é: achei que o filme focou muito no romance, mais do que deveria, e não na real essência do livro. Gostei também das cenas finais, embora não estivessem nos livros. A atuação da Shailene, Theo e os outros atores foram incríveis, mas, para mim, Beatrice no filme não é Beatrice no livro. Acredito que ela ficou muito fraca no filme e quem leu sabe que Tris não é assim.
Amei as lutas, achei que foram muito bem trabalhadas e as cenas das simulações foram muito boas também, as melhores partes, inclusive as que ela está lá dentro com Tobias - embora não tenha gostado muito da cena da caixa, pois imaginei um pouco diferente, com outras palavras. 
O filme é ótimo em si e recomendo sim, porém, se você leu o livro e assistiu ao filme deve ter ficado um pouco irritado, assim como eu.  (spoiler, eu acho) Na adaptação, Uriah não aparece - cena da tirolesa sem Uriah, não foi cena da tirolesa - Edward não perde um olho, e no final, Tobias não está sozinho. Queria realmente saber como explicarão Insurgente, espero que as próximas sequencias melhorem.
Vou repetir, para finalizar, o que já disse varias vezes, o filme, para aqueles que nunca leram o livro, é incrível, mas, comparando ambos, daria nota 7,5.