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terça-feira, 3 de março de 2015

Resenha: Não olhe para trás - Jennifer L. Armentrout

Editora: Farol Literário
Ano: 2014
ISBN: 9788582770702
Páginas: 440

Você não irá gostar do que encontrará. Não olhe para trás.

Samantha acorda de um transe caminhando por lugar nenhum, com as unhas sujas, o corpo cheio de sangue sem saber o que está acontecendo. Ela, então, acaba sendo abordada por um policial, vai para o hospital e logo descobre que estava sumida há dias. Porém não se lembra de nada, nem de seus pais, seu irmão, o namorado ou as amigas. Toda a história foi deixada pra trás, Sammy agora é semelhante a uma página com rabiscos semi-apagados. Ela sofre de amnésia dissociativa. Toda sua memória está lá, nas entrelinhas, acontece que ela não consegue se lembrar, como se as gavetas de lembranças estivessem trancafiadas e codificadas com alguma senha que ela não possui. O pior? Ela não era a única. Sua melhor amiga, Cassie, sumiu junto com ela. E pra piorar a situação, a garota descobre por meio de seus amigos que não era uma amizade tão verdadeira assim; e mais, Samantha era extremamente má com as outras pessoas, o tipo de garota mimada, insuportável, que manda em tudo e em todos. Te lembrou alguma coisa?! Samantha seria uma Alison Dilaurentis 2, senão pior.
A história gira em torno do desaparecimento. Como Sammy foi parar naquele lugar? Porque? O que aconteceu? Aonde está Cassie? Quem fez isso? Haviam outras pessoas? Essas são algumas das inúmeras perguntas pelas quais procuramos respostas.


Ao longo do tempo, Samantha vai sendo lembrada por suas amigas do que já fez, além de rever o namorado, Del, e acabar se apaixonando por Carson, um garoto que mora em uma espécie de anexo da casa, cujo pai trabalha pra família de Sammy. Scott, o irmão, também contribui muito para o desenrolar da história. A garota quer começar de novo, deixar a velha Samantha pra trás, além de tentar capturar as memórias novamente. Antes que eu me esqueça, a garota ainda recebe bilhetes de algum anônimo. Achou clichê? Te lembrou Pretty little liars?! Pois lembra mesmo! E não vou mentir, é clichê sim, mas não se engane, nem todo clichê é ruim.

"Fiquei sem ar e deixei cair o bilhete, refugiando-me novamente na cama. Com a pulsação acelerada. fechei os olhos, mas ainda podia ver as palavras. "Não olhe para trás. Não vai gostar do que encontrará."

A descoberta no final do livro não é tão previsível quanto aos relacionamentos e o resto do enredo. Não imaginei que aquela seria a verdade, mas ao mesmo tempo não foi "Uau! nunca pensaria nisso!" Mas foi bem construído e sem furos - o que me agrada bastante, porque ninguém merece um suspense cheio de falhas.

"Eu estava sempre sorrindo nas fotos, mas o sorriso tinha... algo de errado, o que me fez lembrar da maneira como todos sorriram pra mim no hospital. Como o sorriso de uma boneca, falso, pintado. Mas meu sorriso também era frio. Calculista."

Resumindo a ópera, como eu disse ali em cima, Não olhe para trás é um livro que contém alguns clichês, mas é ótimo. Ao ler, você não vai ficar surpreso ou achar que é o melhor livro ever, mas provavelmente vai gostar bastante, assim como eu. Ás vezes é preciso um bom suspense que envolva esse mundo adolescente de uma maneira mais descontraída.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Resenha: Fragmentada - Teri Terry

Fragmentada - Teri Terry
Editora: Farol Literário
Páginas: 424
Ano: 2013
"Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras?" 

Reiniciados é uma série distópica que me chamou muito a atenção, justamente por retratar um mundo mais sombrio, sendo assim, diferente de outras distopias. Li o primeiro livro da série e fiquei com muita vontade de ler o segundo.
Para quem ficou confuso, assim como eu, com o final do primeiro, Fragmentada te traz várias respostas. Meu fator preferido do segundo livro da série é a duplicidade - triplicidade, no caso - de personalidade intencional. 
Acredito que Fragmentada tem como base as memórias de Kyla, ela finalmente consegue se lembrar de mais coisas de seu passado, obtendo então, várias respostas, entre elas: Kyla foi fragmentada, três pedaços: Kyla, Rain e Lucy.
Nesse livro, ela luta para descobrir mais sobre o que está acontecendo e vai contra os Lordeiros. Somos apresentados também a novos personagens, típicos da relação de amor e ódio, não sabia se era melhor amar ou odiar cada um deles.
Fragmentada é um livro sombrio, com uma pitada de thriller psicológico, cheio de reviravoltas, ambiguidade, duplicidade. Como dito na capa do livro, não há como saber em quem confiar.
A leitura me prendeu muito, não diria que do inicio ao fim, pois tive que fazer um longo intervalo no meio da leitura, mas assim que peguei o livro de novo, não parei de ler até chegar ao final. E que final!
O livro não tem foco em romance - embora você deseje que alguns certos casais se formem - e eu gostei muito disso, já que parece que todas distopias tem que ter um romance, mas essa história incrível mostrou que não é preciso romance para uma boa trama.
Além disso, tudo se passa em Londres, não sei como quem já leu se sentiu, mas me senti em uma Londres mais antiga e sombria, amei demais!
A escrita de Teri Terry é extremamente única, algo muito diferente de todas as leituras que já fiz, me surpreendeu desde o primeiro livro e acredito que a tendência seja melhorar.
Recomendo a todos que assim como eu, adoram distopias, mundos diferentes. A mistura perfeita de suspense, distopia e thriller psicológico.
Se você já leu o livro, deixe um comentário dizendo o que achou ;)
PS: Ficou curioso? Você pode ler as 45 primeiras páginas do livro abaixo, disponibilizadas pela Farol Literário.