quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Resenha: Todos os nossos ontens - Cristin Terrill

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581637983
Páginas: 352
Nota: 5/5

Abra a porta. Bem vindo ao passado. Você vai deixar acontecer?!
Destrua o passado para salvar o seu futuro.

O que você faria se tivesse que escolher entre destruir o seu próprio passado e machucar a si mesmo ou ficar machucado do mesmo jeito? E se, por ventura, uma máquina do tempo passasse de fato a ser uma realidade. Isso seria bom, não é? As bombas poderiam ser desativadas, mortes poderiam ser evitadas. Exceto pelo fato que o lado bom sempre pode ser distorcido, porque sempre tem um lado sombrio querendo escapar pelos cantos. Finn e Em devem voltar para o passado e assim, destruir o futuro. Devem matar não somente a versão mais nova do doutor, James - quando ele ainda estava são - mas machucar suas próprias versões mais novas. Porém, viver em uma cela e ser torturado também é estar machucado, não é?!

"Porém, é a última linha que me faz correr desajeitada para o vaso sanitário no canto da cela. Você tem de matá-lo."

James Shaw, melhor amigo e amado por Marina, consegue descobrir a fórmula e cria uma máquina do tempo. Cassandra. Sim, ela existe. Mas, com ela, James deixa de ser quem sempre foi. Agora, Em e Finn tem uma missão: voltar para antes da invenção e matar Shaw.
Todos os nossos ontens tornou-se um dos meus livros preferidos do ano. A maneira como a narrativa é conduzida faz com que o leitor devore a história em algumas horas. É impossível não ficar preso a aquele cenário distópico, impossível não querer saber mais e mais e mais.


Todo capítulo termina com uma frase de impacto, isso pode parecer um clichê ruim, mas é maravilhoso. Não cansa em momento algum. A autora soube como começar e terminar, fez isso com muita maestria. Além disso, a história é complexa. Muito complexa. É preciso atentar-se aos detalhes, nomes e momentos. No início, nada vai fazer sentido, mas depois as peças começam a se encaixar. E, quando elas se encaixam você com certeza vai sentir a mesma vontade que eu senti: gritar "esse livro é muuuuuito boom! Socorro!" a quatro cantos.

"Mas James não conseguia me ouvir. Estava além das palavras. Urrou como um animal ferido enquanto destruía a biblioteca. Eu sabia que devia pará-lo, consolá-lo de alguma forma, mas não conseguia. Meu melhor amigo no mundo de repente era algo estranho e ausente."


Até mesmo o desenvolvimento dos personagens é impecável. A mudança do passado para o futuro é construída não nos mínimos detalhes, mas usando o essencial. O leitor consegue entender realmente porque as personalidades mudaram.

"Sinto falta dessa menina, e desse menino. Sinto falta deles há anos, mesmo que não tenha sido capaz de admitir. E, agora, tenho de acabar com a vida de um e devastar a da outra."

Não posso contar muita coisa, pois grande parte do livro é feita de spoilers. A única coisa que digo é: preparem-se para uma narrativa incrível de tirar o fôlego. Você vai terminar de ler, abraçar o livro e implorar por mais. E vai chorar também, eu acho.

"A verdade é que às vezes o mundo simplesmente é uma merda."

Uma distopia incrível que vai te fazer refletir sobre até que ponto é possível controlar uma nação. E também, a que ponto um ser humano pode chegar devido a uma ambição. Algumas coisas podem cegar, outras te fazer enxergar. Uma viagem no tempo que chacoalha a cabeça de cada leitor.
É impossível terminar de ler Todos os nossos ontens sem ter alguma reação, sem ao menos refletir, pensar sobre algo e tirar algum ensinamento. A crítica está lá, por trás, velada. Esse livro é simplesmente genial!

"Penso em quantas lágrimas Marina vai derramar e todas as maneiras diferentes como ela vai despedaçá-la. Todas as pessoas que vão morrer."

Parabéns,  Cristin Terrill, por esse livro incrível. O seu trabalho foi maravilhoso. Política, ficção científica e aquela pitada de vida adolescente. Tudo isso envolvido por uma grande reflexão e crítica.
Obrigada, Novo Conceito, por terem me enviado a obra. O melhor lançamento desse ano, sem dúvidas. Só assim pude ter a chance de conhecer esse novo universo.
PS: Leia, leitor infinito, por favor! (eu nunca te pedi nada) haha

terça-feira, 24 de novembro de 2015

[FOTOGRAFIA] Divagações sobre uma rosa

O olho do fotografo é diferente. Ele capta sentimentos, cores e misturas até mesmo nos objetos mais singelos da vida. Como uma rosa.







sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Resenha: Mate-me quando quiser - Anita Deak

Editora: Gutenberg
Ano: 2014
ISBN: 9788582351819
Páginas: 248
Nota: 5/5

O tiro pode anteceder o paraíso para aqueles que não aguentam mais.

A história é ambientada em Barcelona. Somos apresentados a vários personagens em terceira pessoa. A Mulher seria a protagonista - apesar que, no fim das contas, todos passam a ser. Ela deseja morrer. A morte é sua única saída, mas não consegue acabar com a própria vida. Então contrata Soares, um matador, que, acostumado a ser pago para matar um outro alguém, nunca havia recebido um pedido de suicídio encomendado. Mas não é só isso. Há muito mais. Tudo começa quando, pela inércia ou simplesmente curiosidade, a Mulher começa a seguir um Homem após sair de um restaurante - ambos pediram o mesmo prato. Não é ali que nasce um romance. Esse é o ponto chave da história. Lidar com a morte e as sombras é muito mais que o barulho de um tiro ou a fuga com um homem apaixonado. A Mulher descobre que o Homem tem duas esposas, a Loira e a Morena. Soares deve se infiltrar em Barcelona para conseguir matar a Mulher, sem avisos. Assim, as cinco vidas se cruzam, vidas que se misturam. E ali, nasce a narrativa extremamente bem feita. Um romance noir que realmente me surpreendeu. 

"Mas é do somatório de pequenos fatos, aparentemente sem sentido, que se faz a história."

Apesar de o foco ser principalmente a Mulher e o Matador, também acompanhamos um pouco da mente de cada um dos outros personagens. Você vai perceber que todos acabam tendo o mesmo peso. Amo o modo como cada um é apresentado. A narrativa é desenvolvida em terceira pessoa, mas em muitos momentos o narrador se coloca em meio à situação e dialoga com o leitor, tornando a leitura muito mais dinâmica e atrativa.

"É na iminência da morte que o ser humano, enfim, fica nu. O susto e o medo desvelam a retina de tudo o que foi aprendido. Sobram só um homem ou uma mulher reduzidos ao brilho ocular da infância. Soares detestava essa visão. Era como matar crianças."

O livro é genial, também, por suas reflexões. Não é uma coisa do tipo "esse texto foi feito para você pensar e refletir", mas algo que ocorre naturalmente. São expressões usadas normalmente, mas que, para cada um, terá um peso diferente. É um livro que aparenta ser simples, mas é mais complexo do que parece ser.


O modo como os enlaces da narrativa são feitos também são incríveis. Anita Deak estava super preparada quando escreveu esse livro. Tudo se encaixa perfeitamente. Não há do que reclamar, apenas que acabou. 

"Era uma conversa feita de memórias construídas, inventadas e editadas, como de fato são todas as conversas e memórias."

Recomendo Mate-me quando quiser a todos aqueles que, assim como eu, já se encantaram de cara pelo título. Recomendo a todos que gostam de uma narrativa nua, mostrando o lado real da vida - e dos segundos antes de puxar o gatilho. Não espere um thriller psicológico, mas uma história que, ainda assim, irá mexer com a sua cabeça.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

[Séries] American Horror Story - Hotel

Hey, leitores infinitos!
Mais um dia, mais uma série pra recomendar. Como vocês já devem saber, American Horror Story é uma das minhas séries preferidas. Infelizmente, a ultima temporada, Freak Show, acabou me decepcionando bastante. Sem Jessica Lange, pensei que Hotel me traria a mesma frustração, mas fico feliz em dizer que estou amando essa temporada! (pelo menos pelo primeiro episódio, o único a que assisti). Ah, contamos com a presença ilustre de nada mais nada menos que Lady Gaga! 
A série gira em torno do Hotel Cortez, que conta com uma atmosfera muito creepy. Temos a Condessa, Lady Gaga, no caso, que se alimenta dos hóspedes. Ela é uma vampira, mas parece muito mais estranha que isso. Possui um amante, Donovan - que teve um passado com Sally (Sarah Paulson). A mãe de Donovan é a recepcionista do hotel. Também temos a crossdresser Liz Taylor. E o antigo proprietário do hotel.... (todas gritam).... Tristan Duffy (Evan Peters). Um homem, John Lowe, acaba hospedado no local após uma briga com sua esposa. Aproveita para investigar os casos das mortes que ali ocorreram. Vale citar que ele acabou perdendo o filho em um parque de diversões, mas nem imagina que ele está no hotel, foi capturado pela Condessa e agora também é um vampiro.
Não posso dizer muito sobre essa temporada, pois só assisti ao piloto. Mas creio que ela promete ser cheia de sustos e coisas bem perturbadoras. Não tanto quanto Asylum, porque convenhamos, é muito difícil superá-la, mas parece ser bem melhor que a última temporada.
Você está acompanhando? Conta pra mim sua opinião!

domingo, 15 de novembro de 2015

[SÉRIES] How to get away with murder

Olá, bookaholics!
Se vocês, assim como eu, não consegue ficar sem suas séries e pensa que nunca vai conseguir ficar em dia com todas, esse post foi feito pra você. Hoje vou ajudar na sua listinha recomendando uma nova série que descobri recentemente: How to get away with murder!


A série é produzida pela rainha heartbreakers Shonda Rhimes (sim, a mesma de Grey's Anatomy, Scandal e Private Practice). Acho que posso defini-la como suspense e drama. Somos apresentados a Annalise DeWitt, professora da universidade de direito. O nome de sua matéria? How to get away with murder. Você já percebe que a série é boa por aí.
A professora escolhe os melhores estudantes para que façam parte de sua equipe de trabalho. O melhor deles ganha uma espécie de troféu. Você já deve ter deduzido que esses escolhidos são os protagonistas da série, certo? Certo. Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins. Cada um com sua peculiaridade. Mas há um porém. Tal porém que deixa a série ainda mais interessante. Desde o primeiro episódio vemos alguns flashes de uma noite que não terminou bem. O grupo de estudantes matou alguém e agora tem que seguir tudo o que aprenderam para se safar. Quem eles mataram? Por que? O que aconteceu? Só assistindo pra saber. Eu também não descobri ainda, estou no quinto episódio da primeira temporada, mas é uma série muito inteligente e interessante.
Não sou muito fã de direito. É uma faculdade da qual passaria bem longe, porém não tem como não amar essa série, é quase que humanamente impossível. Se você assiste, conta pra mim o que está achando. Se você já terminou... por favor sem spoilers!!