quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dia nacional do livro ♛


Olá, bookaholics
Hoje é o dia nacional do livro e claro que não poderia deixar de fazer um post especial aqui, não é?!
Muitos possuem aversão ou até mesmo desconhecem a literatura nacional. Sim, ela existe! E não estamos falando das autoras já conhecidas, como Paula Pimenta, mas de novos autores que, muitas vezes, não são reconhecidos como deveriam ser.
Confesso que, antes de entrar para a blogosfera, não conhecia autores nacionais e tinha um certo preconceito. A escola foi grande responsável por isso. Somos obrigados a ler livros clássicos brasileiros que, muitas vezes, não são uma leitura agradável. Isso criou automaticamente uma aversão a esse tipo de literatura. Mas isso mudou, não só quando passei a gostar de alguns dos livros obrigatórios, mas assim que pude conhecer novos autores.
A literatura nacional deveria ser incentivada. Há tantos livros maravilhosos por aí que deveriam ser lidos e passarão, infelizmente, despercebidos. Tive a oportunidade de fazer parcerias com autores e conhecer obras lindas, escritas com muito carinho. Acho que tem muito disso também, uma aproximação maior. Não é um autor distante americano, mas alguém que pode ter sofrido tanto quanto você para escrever o primeiro parágrafo de um livro.
Então, se você que já teve essa oportunidade encontrar algum leitor novo por aí, indique também os nacionais. Mostre que nem todos os clássicos são chatos e que o acervo nacional não é composto apenas por eles!
E para quem quiser indicações, aí vai uma listinha:
  1. Aprendendo em seis - Marcela Campbell
  2. Sombras do medo - Camila Pelegrini
  3. Labirintos de Espelho - Bárbara Negrão
  4. A garota que tinha medo - Breno Melo
  5. Cartas para Daniel - Déborah Marins
  6. A cor da escuridão - Natália Rodrigues
  7. Espelho dos olhos - Nicolas Catalano
  8. Série Supernova - Renan Carvalho
  9. Entre quatro poderes - Grupo Sic
  10. Dias perfeitos - Raphael Montes
  11. Enigma - Rita Pinheiro

Feliz dia nacional do livro :D

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O mundo das vozes silenciadas - Carolina Munhóz e Sophia Abrahão

Editora: Rocco - selo Fantástica
Ano: 2015
ISBN: 9788568263242
Páginas: 288


Um novo ciclo e o reino silenciado.

O Mundo das vozes silenciadas é o segundo livro da série O Reino. (você pode conferir a resenha do primeiro livro aqui). 
Anos se passaram após a decisão de Sophie de deixar o reino e enfrentar os problemas da vida real. Depois da fase de bullying e depressão, acompanhamos uma nova etapa de existência, a vida adulta. Quando o livro começa, a garota já terminou a faculdade e agora é assessora da banda de rock Maguifires e namora justamente um dos membros, Nicholas. Mas um fantasma do passado a assombra, Léo. Os dois namoravam e acabaram terminando de uma maneira um tanto quanto difícil, mas o garoto não saia da cabeça de Sophie.

"Após aquela comemoração, eles tiveram uma última e longa discussão, e Léo a deixou em casa em lágrimas incessantes. Pouco depois, ele lhe enviou uma mensagem:
Estaremos sempre em nosso aquário, AC/DC."

Nesse livro temos muito mais vida real e muito menos reino, o que me agradou bastante. Gosto de enxergar o lugar mágico mais como uma metáfora que uma realidade paralela, mas acho que no fim das contas é justamente isso, cada um tem um reino, um refúgio. Isso é o que mais me encanta na narrativa.

"- Você está distante hoje - reparou Nicholas diante da porta do quarto.
- Então me faça ficar mais próxima... - sussurou a jovem."

Outra coisa pela qual me encantei é poder ter conhecido um pouco mais desse mundo de bandas nos bastidores. O livro mostra bastante da coisa de marketing, os problemas com a imprensa, o que dizer e o que não dizer e as consequências que cada palavra e cada ato podem trazer. É tudo meio que cronometrado. Isso é um dos principais motivos que deixa Sophie um tanto quanto perdida.

"Ali perto, dois Tirus discutiam por escamas de sereia e pó de fadas. Ali perto, dois Tirus discutiam por causa de um estranho tipo de pão, que tinha cor lilás. Sophie viu o quanto estavam alterados, e o conflito poderia partir para uma agressão física a qualquer momento. Aquilo era totalmente inesperado para seu local mágico. O Reino parecia ter saído de um conto de fadas, e gostava de acreditar que ali nunca havia gritos e discussões."

O que me irritou no início do livro é o plot principal. O tempo inteiro a garota não consegue se decidir entre ficar com o Nicholas ou com o Léo - que agora faz parte da banda Unique - e isso é tão clichê que comecei a ficar com medo do que poderia vir em frente. Estou um pouco saturada de triângulos amorosos, principalmente quando um casal é mais meloso que o outro. Além de tudo ter ficado um tanto quanto superficial. Mas essa irritação mudou ao longo do livro, vocês vão logo saber porquê.

"Parecia uma cena de guerra, quando os dois exércitos param frente a frente para se encarar antes da batalha. Sophie manteve os olhos fixos em Léo, mas continuou segurando com firmeza a mão de Nicholas. Estava um pouco trêmula, e a força do namorado lhe transmitia um calor bem-vindo."

Temos temas mais polêmicos, também. Samantha - minha personagem preferida - é aquela típica inconsequente, sabe? Mas ali dentro havia muitos problemas e confusão. A garota se envolve com muito álcool e drogas, isso me chamou a atenção, pois não é um assunto muito tratado ultimamente. Acho que poderia ter sido mais desenvolvido, mas como é um livro mais voltado para o público infanto-juvenil, é compreensível.


Há um momento em que Sophie de fato pira com toda a coisa de imprensa, principalmente com a pressão sobre seu romance não assumido com Nicholas, e então tem uma recaída, o que influencia muito no reino. Quando ela acorda no lugar mágico, tudo está diferente. As vozes de repente foram silenciadas - já falei que amo essa metáfora? - e tudo está morrendo aos poucos. Mama Lala deixa uma missão para a garota, decifrar três novas cartas do tarô que dizem muito sobre ela.

"Lembre-se, princesa: existe magia até mesmo na dor."

É aí que tudo começa a ficar ainda mais interessante. Gosto muito dessa parte pois as autoras souberam conduzir muito bem os pensamentos de Sophie. A Carol conseguiu aprofundá-los e me fazer sentir como a protagonista. No final tudo fez sentido pra mim. O livro começa com um clichê mas termina com uma mensagem incrível, e acho que esse é o maior motivo pelo qual recomendo O mundo das vozes silenciadas e digo que gostei bastante. A protagonista percebe que não precisa ter sempre um companheiro para ser feliz. É muito bom também ter um tempo sozinha, se descobrir. Acho que essa é uma mensagem que muitos deveriam ouvir, principalmente os jovens. Obrigada, Carol e Sophia, por terem-na transmitido. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Resenha: Os bons segredos - Sarah Dessen

 Editora: Seguinte
Ano: 2015
ISBN:  9788565765763
Páginas: 408


Segredos podem ser ruins, mas as vezes são bons demais para serem guardados.

Em meio a uma família que quebra a tradição americana, Sidney se sente invisível. Peyton, seu irmão, foi preso diversas vezes, estava sempre alcoolizado, sob efeito de drogas e cometendo infrações. As coisas mudaram por um tempo, o garoto estava em uma clínica de reabilitação, mas, após uma recaída, cometeu o pior acidente de todos.
David Ibarra havia acabado de sair da casa de um amigo e subido em sua bicicleta quando foi atropelado por um bêbado - Peyton. David ficou paraplégico. Apesar de tudo, a mãe de Sidney sempre tentava inverter a situação e torná-lo vítima, enquanto isso, ignorava a filha. Tudo sempre girou em torno de Peyton - inclusive o humor dos pais. Sidney teve que sair do colégio Perkins Day e ir ao Jackson, abandonando as amigas, enquanto carregava toda a culpa que não era deixada para o irmão sentir.

"Um fenômeno estranho acontece quando uma coisa deixa de ser um fato isolado para se tornar um hábito. Como se o problema já não fosse um visitante temporário, mas alguém que se mudou de vez para a sua casa."

A menina sofre por um tempo na nova escola, mas acaba fazendo novos amigos. Layla, Mac, entre outros.  Além disso, temos Ames, melhor amigo de Peyton e da família, um homem bem sinistro.
Não acho que Os bons segredos tenha, de fato, uma história linear com inicio, meio e fim. Poderia se equivaler a um filme colegial, o que não o torna ruim. É um ótimo livro, apesar de não conter a história tradicional. No entanto, a narrativa é bem confusa a princípio devido a grande quantidade de diálogos e personagens, mas depois acostuma-se e é como se aquele fosse um ambiente familiar. Digo, durante a leitura, era como se eu estivesse em meio aos amigos, participando.

"Não foram palavras sábias ou esclarecedoras; pelo menos não me soaram assim. Mas ao ouvi-las, Layla soltou um suspiro, encostou a cabeça no meu ombro e fechou os olhos. Sempre me esforcei tanto para dizer a coisa certa, e sempre fracassava. Fiquei feliz de acertar ao menos uma vez, mesmo sem querer."

Apesar do começo parado, acabei me envolvendo bastante. Foi muito divertido e peculiar conhecer cada personagem e suas manias. Layla, a garota das combinações de batatas-fritas - depois de ler esse livro você nunca mais comerá batata-frita do mesmo modo -; Mac, o garoto da pizzaria Seaside que adora recombinar e reconstruir coisas; Eric, o tal "bad boy da banda", apaixonado e movido por música. Até mesmo os termos usados por Sidney são usados por mim no dia a dia, o que fez com que me identificasse ainda mais com a protagonista.


O romance é muito bem trabalhado, realista, humano - tirando uma única cena clichê. É realmente diferente e conseguiu se destacar.
Um ponto negativo, porém, é a previsibilidade. Esta, somada ao fato do livro não possuir uma história linear, acabou me incomodando bastante e fazendo com que me decepcionasse. Fez com que eu sentisse falta de algo, poderia ter sido mais, mas não foi. Desde o início, sabia como seria o final. Não fui surpreendida, não tive vontade de ler loucamente, apenas fui me divertindo, interagindo e sentindo-me ali.

"(...) Aquelas emoções, repentinas e fortes, me pegaram de surpresa. Tanto que só tomei consciência da parte mais chocante daquilo horas depois. O mais surpreendente não era o choro em si, mas o fato de eu ter chorado na frente de outras pessoas. Na verdade, só desabamos diante de quem sabemos que pode nos reconstruir. Mac e Layla estiveram ao meu lado. Mesmo - e especialmente - quando eu não podia fazer o mesmo por eles."

Em suma, Os bons segredos é um livro que deve sim ser lido, mas não sairia recomendando a quatro cantos. Se você está com a expectativa extremamente alta - como eu estava - tente esperar menos. É um livro ótimo, mas não incrível. A narrativa trata-se mais da psicológica de Sidney e sua aceitação, que ocorre ao longo do livro. Trata-se de crescer como pessoa e se mostrar visível para o mundo. Embora, ainda assim, alguns ingredientes tenham ficado em falta. Há assuntos fortes presentes, mas que não foram tratados com tanta seriedade. Talvez por ser um livro mais voltado para o público jovem. Contudo, senti-me familiarizada e abrigada como não sentia há muito tempo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

As duas mortes literárias que mais doeram


1. Lockie (Proibido - Tabitha Suzuma)
Primeiramente, se você não sabe sobre que livro estou falando, você pode conferir a resenha aqui. Mas antes quero que essa seja a sua próxima leitura, ok?! Esse é meu livro preferido da vida inteira e acho que deveria ser lido por todos. 
A maneira como a morte de Lockie me matou por dentro foi inexplicável. Com certeza a mais dolorida, a mais surpreendente e chocante. Realmente não esperava que aconteceria, pensei que tudo ficaria bem no final e dessa vez de fato torci para que ficasse. E então, em algumas linhas, meu Lochan tinha ido embora. Fiquei um tanto quanto sem rumo, li as mesmas palavras umas trocentas vezes até aceitar o ocorrido. Quando digo isso, perguntam-me se chorei e, por incrível que pareça, a resposta é negativa. O que aconteceu foi muito mais intenso que lágrimas, nem eu consigo explicar a tamanha raiva, angústia e desespero que senti naquele momento. E foi exatamente nessa hora que elegi Proibido como meu livro favorito.


2. Tris Prior (Divergente - Veronica Rooth)
Não é segredo pra ninguém que no último livro da trilogia a protagonista da seu último suspiro, certo?! Graças a minha curiosidade e ao bando super interessado em compartilhar spoilers na internet fiquei sabendo sobre esse final trágico. Entretanto, não acreditei, continuei lendo, mesmo sabendo que poderia acontecer. Posso dizer que a morte da Tris foi muito bem colocada, acho que Divergente desmistificou essa coisa de super-heroína imortal, algo que adorei. Mas poxa, logo a Tris?!
Resumindo, conforme chegava na tal cena da morte, meus olhos foram enchendo de lágrimas, a visão embaçada até que comecei a gritar com o livro. Sim, eu falava "não, não, não" enquanto virava as páginas. Naquele momento de desespero nada oportuno, minha mãe resolveu ligar e quase morreu do coração quando me ouviu dizendo "mãe, ela morreu, ela morreu". Claro que riu da minha cara quando descobriu quem havia morrido. 
Essa morte doeu bastante pois realmente me apeguei a protagonista. Amo a Tris do primeiro livro, odeio a Tris do segundo livro e gosto mais ou menos do terceiro, mas acho que ela é mais humana que muitas protagonistas de distopias por aí. E eu adoro isso, ela é bem real. Foi meu primeiro apego literário e meu primeiro adeus, acho que por isso senti tanto.

domingo, 18 de outubro de 2015

[Quotes preferidos] A rainha vermelha + Canção da rainha


Quem me acompanha deve saber que A Rainha vermelha é um livro que decididamente ganhou um espaço especial na minha estante. Trouxe para vocês alguns dos meus quotes preferidos e mais...
A editora Seguinte disponibilizou gratuitamente o e-book com o conto Canção da rainha, um conto sobre a verdadeira rainha Coriane, mãe biológica de Cal. A história acontece antes do primeiro livro e isso já me deixou extremamente pirada para ler. Mais contos serão lançados e a editora pretende lançar com um livro físico com todos eles. Além disso, outro será disponibilizado ainda esse ano, também gratuitamente.

“In school, we learned about the world before ours, about the angels and gods that lived in the sky, ruling the earth with kind and loving hands. Some say those are just stories, but I don't believe that.
The gods rule us still, they have come down from the stars. And they are no longer kind.”

"- Este mundo é tão perigoso quanto belo - começa - Quem não é útil, quem comete erros, pode ser descartado. Você pode ser descartada."

"Viraram-me do avesso, trocaram Mare por Mareena, a ladra pela coroa, trapos pela seda, vermelho por prateado. Esta manhã, eu era criada; à noite, sou princesa. O que mais mudará? O que mais perderei?"

"Nos contos de fadas, a garota pobre sorri ao se tornar princesa. No momento, não sei se voltarei a sorrir algum dia."

"- É melhor você esconder esse seu coração, Lady Titanos. Ele não vai levá-la a nenhum dos lugares a que deseja chegar."

"Eu costumava imaginar os prateados como deuses intocáveis que nunca se sentiam ameaçados ou amedrontados. Agora sei que é o contrário. Passaram tanto tempo no topo, protegidos e isolados, que se esqueceram de que podem cair. Sua força se converteu em fraqueza."

"Muitos fatores levaram a este dia, para todos nós. Um filho esquecido, uma mãe vingativa, um irmão com uma longa sombra, uma mutação estranha. Juntos escreveram uma tragédia."

Neste conto que se passa no universo da série A Rainha Vermelha, você terá acesso ao diário secreto da rainha Coriane, primeira esposa do rei Tiberias VI e mãe de Cal. Presente de seu querido irmão Julian, o caderno se tornou o único lugar onde a nobre prateada podia desabafar sem que seus pensamentos e emoções fossem usados contra ela.

Ainda jovem, Coriane Jacos foi obrigada a se mudar para o palácio real e lutava para lidar com os perigos e armadilhas do convívio com as outras Grandes Casas. A garota e o então príncipe herdeiro ficaram cada vez mais próximos, provocando a inveja e o ciúme de outras jovens da nobreza, sobretudo Elara Merandus — que tinha o poder assustador de entrar na mente das pessoas. Apaixonado, o príncipe descartou a Prova Real e escolheu Coriane como sua esposa, mas a vida da jovem rainha estava muito longe do tradicional “felizes para sempre”…


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