quinta-feira, 30 de julho de 2015

O canto da floresta - meu primeiro conto!

Sempre tive vontade de publicar um livro. E dizem que os primeiros passos são menores, certo? Eis o que aconteceu. Estava visitando alguns blogs e descobri o concurso Brasil em prosa (saiba mais clicando aqui), fiquei super animada e resolvi participar. Mas sabe quando o desânimo bate? Fui viajar, voltei, e nada de ter escrito o conto. Até que resolvi dar um gás e consegui finalizar, eis que ele está pronto e disponível na Amazon! 
O nome é O Canto da floresta









"Duas garotas. Um dom. Uma maldição. O mundo flui através de seus corpos. Mas eles querem extermina-las. Bruxas."













Você pode adquiri-lo aqui. O valor é R$1,99 e gratuito caso você tenha o Kindle Unlimited. (tentei deixar gratuito, mas eles exigiram um valor mínimo). Se alguém ficar interessado e ler, depois me contem se gostaram. É muito muito importante pra mim saber a opinião de vocês, leitores.
E de passo em passo a gente chega onde quer, não é mesmo?! Publicar esse conto em formato digital foi um tremendo beliscão, algo do tipo: Você vai conseguir!
Obrigada a todos que me apoiam sempre! <3

quarta-feira, 29 de julho de 2015

[FILME] Cidades de papel


A adaptação de Cidades de papel para o cinema foi muito bem sucedida. Para aqueles que não leram o livro, vai ser um filme incrível. Para aqueles que leram o livro, um filme muito bom. É bastante fiel, mas algumas partes não estavam presentes. O produtor pode ter achado que eram desnecessárias, mas eu discordo. Principalmente porque algumas delas poderiam sim estar ali. Como por exemplo, o rosto de Margo deveria estar pintado de preto quando ela pula a janela de Quentin. Sei que pode parecer um detalhe mínimo, mas minha cabeça de leitora imaginava assim. E o que custava pintar o rosto da Cara?!
A cena do Sea World também não está presente, eu fiquei esperando demais por essa cena e ela simplesmente não apareceu, mas ok, superei.


Tirando essas pequenas coisas, é realmente um filme ótimo, tocante na medida certa e sem apelar. Terei que fazer uma comparação agora, fãs que me desculpem. A Culpa é das estrelas apela na cena do funeral, é uma cena feita para chorar. Cidades de papel pode te fazer chorar, mas não porque esse é o objetivo, e sim porque você se sente conectado com a história e os personagens. (não estou dizendo que ACEDE é ruim, ok, foi apenas uma comparação quanto ao fator choro).
Gostei bastante dos cenários, todos eles foram bem fieis. Para mim, a melhor parte do filme é o início, as nove coisas, e a cena da viagem, quando eles estão no carro e precisam parar por seis minutos apenas. Além do final, é claro, que é o mais realista possível e talvez o meu fim preferido da história dos romances.


É um filme para rir, chorar, se divertir e refletir. Somos feitos de papel, mas uma pessoa de papel pode carregar dentro de si muito mais do que se imagina. Nos ensina a não colocar ninguém em um pedestal,  porque no fundo todos estamos um pouco quebrados - obrigada, Jandy Nelson pela deixa.
E claro, você pode amar alguém e não precisa necessariamente seguir os passos dela. Cada um pode seguir o seu próprio caminho. É justamente por isso que na cena final quis gritar "É ISSO! ISSO É AMOR!"
PS: Estou morrendo de vontade de ler o livro.
PS2: No fim das contas, gostei da Cara Delevigne interpretando a Margo.
PS3: No filme, a Margo é menos irritante.
PS4: No filme, a viagem passa mais rápido e não é nada monótona, o que é um grande ponto positivo pra quem achou essa parte do livro entediante.
PS5: Parei de "ps", só precisava terminar com um número certinho. Não, não conseguiria parar no quatro.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Resenha: Eu te darei o sol - Jandy Nelson

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581636467
Páginas: 384
Nota: 4.5/5

Você pode ser a metade de alguém e, ainda assim, permanecer inteiro.

Essa é uma história sobre amor, a maneira como o passado reflete no presente e como algumas mentiras podem sufocar a alma. Mas no final, nos ensina como o amor e a amizade podem vencer o jogo. Nos mostra que você não precisa ser a metade de alguém o tempo inteiro, vocês pode ser uma metade - e ter uma outra - ainda que seja inteiro.
Noah e Jude são irmãos gêmeos muito grudados, até que o ciumes, a inveja, os segredos, começam a afasta-los aos poucos. Tudo começa com uma faculdade de arte, um tabuleiro ouija, e pais nada imparciais.

"Saio em disparada para dentro do bosque como alguém cujo coração não está abalado, os olhos não estão marejados, alguém que não se sente tão renovado como um ser humano."

O livro é dividido basicamente em duas partes, os capítulos narrados por Noah - quando eles tem por volta de 13 anos - e aqueles narrados por Jude - com 16 anos. Essa com certeza é a minha parte preferida do livro, poder saber do passado e quais foram suas consequências no presente. Além de, claro, ver um pouco da visão de cada um.

"Porque todos nós estamos quebrados. Quero dizer, não estamos? Eu estou. O mundo inteiro está. Tentamos fazer o nosso melhor e é isso o que acontece, repetidamente."

Logo nas primeiras páginas, há uma crise de Noah e a presença do bullying - isso não é spoiler. Jude também vive um grande dilema, e só descobrimos o maior deles ao fim do livro. Digamos que ambos se apaixonam pelas pessoas erradas, digamos que tudo começa pisando com o pé esquerdo. Os dois estão perdidos em uma estrada e aparentam não querer se encontrar - pelo menos no início.
É muito difícil comentar sobre esse livro sem dar spoiler, pois ele é basicamente um ninho para um, então esse é o motivo pelo qual essa resenha está menos detalhista que o normal.

"Porque a pior coisa que podia ter acontecido a Noah aconteceu. Ele se tornou uma pessoa normal. Ele tem todos os parafusos no lugar."

Quanto a personagem preferido... fiquei apaixonada pelo Noah desde o primeiro capítulo, sofri com ele, senti o que ele sentia e me identifiquei bastante quanto a intensidade de seus sentimentos. Jude também é incrível, mas acho que não teve aquela conexão tão grande quanto com Noah. Além dos dois, amo Oscar - que vocês descobriram quem é quando lerem.
Há dois romances no livro - os principais - que foram extremamente bem desenvolvidos. Eu não costumo surtar com romances assim, não gosto de livros de romance, mas Eu te darei o sol me fez surtar a cada momento pedindo por mais e para que tudo desse certo.

"A ferramenta ganha vida. Meu corpo todo vibra com a eletricidade enquanto divido a pedra em duas partes.
Para que NoaheJude se torne Noah e Jude."

Sobre o título, é o motivo mais criativo que eu já li. Não posso contar o porquê, mas vocês saberão quando lerem e aí podem vir aqui surtar comigo!! haha


Não é o melhor livro do ano, mas com certeza é um dos livros mais sensíveis que já li. A escrita de Jandy Nelson é como um barco a vela, que te leva a velejar por aí seguindo o vento, as vezes mais rápido, as vezes mais lento, podendo até perder a vela. Leiam, se conectem, torçam por eles e aprendam como eu aprendi em meio a uma bíblia nada convencional, auto-retratos, o mistério do Ralph, uma faculdade de arte, dilemas, pais nada imparciais, mentiras, bullying e, acima de tudo, amor.

sábado, 25 de julho de 2015

Feliz dia do escritor :D

Costumo dizer que o escritor tem um dom. O dom de criar um mundo novo e arrastar o leitor para ele. O dom de nos ensinar com simples palavras. Eles também tem o dom de mudar uma vida, e até melhorar alguém. Afinal, quem nunca se pegou lendo para fugir da realidade? Ou então terminou de ler e resolveu que era hora de mudar algumas coisas.
Todas as palavras, antes sozinhas, misturadas. Um parágrafo apagado. Um capítulo terminado. Uma mente que não para de pensar. Um sonho. Uma história. Aquele personagem que se parece com você. Porque talvez ele seja você, no fim das contas. Tantas histórias que se misturam e, como dito em um livro que li, algumas pessoas foram feitas para estar na mesma história.
Alguns escritores tornam-se autores famosos. Outros, nem tão famosos assim. Enquanto alguns estão no início da carreira, outros escrevem para desabafar. Em um diário, em um tumblr, ou até em um blog. Tanta gente que pensa, pensa, e não consegue colocar no papel. Tanta gente que coloca tudo no papel sem pensar. Tanto bloqueio criativo por aí pra ser compartilhado, não é mesmo?!
Capítulos escritos e reescritos. Histórias não terminadas. Histórias que guardamos apenas para nós. Enredos que se perderam no caminho. Aquele monte de anotações que no fim não serviram pra nada. Quando, então, a história sai dos trilhos e torna-se algo que nem você, caro escritor, poderia prever.
Quem serei hoje?
É o que penso quando estou nos palcos ou na aula de teatro.
Quem serei hoje?
É o que penso quando estou escrevendo. Penso e logo me torno um outro alguém. Um personagem, ou melhor, uma nova vida.
Que história escreverei hoje?
Talvez seja a minha própria história. Ou alguma que criei para aquela moça de azul que encontrei mais cedo. Seria uma história de fantasmas?
Ali no papel tudo o que existe é sentimento. Sentimento, e mais sentimento. 
- O que você faz da vida?
- Sou escritor?
- Nossa, como você vive?
- Vivo sentindo.
Sentimento. No fim das contas uma palavra consegue abranger milhares.
Feliz dia do escritor a você, autor.
A você, que joga todos os seus papéis no lixo e depois se arrepende.
A você, que está escrevendo um livro.
Feliz dia do escritor pra mim, pra você, pra aquele autor da Inglaterra e pra alguém que senta ao seu lado na aula. Um alguém que está escrevendo tudo menos a matéria dada na lousa. 
Obrigada pelo seu sentimento.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: VANGO - Entre o céu e a terra - Timothée de Fombelle

Editora: Melhoramentos
Ano: 2015
ISBN: 9788506077481
Páginas: 360
Nota: 3.5/5

De escalada em escalada, uma história se constrói. 

A história acontece no período Entreguerras, do fim da primeira guerra mundial até o estopim que leva a segunda guerra. Somos apresentados a Vango, um rapaz que está quase realizando seu sonho de tornar-se padre, quando é interrompido por um bando de policiais. Eles estão em busca de um nome. Uma pessoa. Vango. Então o rapaz tem que fugir e se esgueirar por Paris, vivendo várias aventuras enquanto tenta descobrir o motivo da perseguição e sua história de vida. Afinal, tudo o que sabe é seu nome e conhece sua babá, Mademoiselle.

"Vango avançava na vida apagando seus rastros. Ele não chamava mais isso de paranoia e, sim, de sobrevivência."

Gosto bastante desse livro por sua agilidade. Por mais longo que aparente ser, é possível fazer a leitura em pouco tempo e se entreter bastante. Vango vive várias aventuras, passa por vários locais e te faz acreditar e querer viver o impossível. No início ele é um personagem meio vazio, superficial, mas o autor preencheu os espaços vazios aos poucos. Como se enchesse o bichinho de pelúcia de espuma para que ele fique completo.

"Pequenos milagres podem acompanhar grandes desgraças. Era isso o que Vango sempre pensara. Bastava ter confiança."

Um ponto negativo é a grande quantidade de personagens. Por um lado, isso é ótimo, uma vez que o foco não é apenas o Vango. Por mais que todas as histórias girem a seu redor, há várias outras narrativas paralelas. Mas essa quantidade exagerada e a não linearidade da narrativa podem deixar o leitor bem confuso a princípio. É necessário prestar bastante atenção aos nomes e aos detalhes.


Com certeza o ponto alto é o romance histórico. Não posso dizer que é uma aula de história com narrativa, mas te faz aprender muito sobre os fatos também, além de curtir a narrativa. Vários personagens são reais e a edição te permite saber mais sobre eles em uma seção no final do livro. A única coisa que me chateou é que alguns deles não foram tão citados durante o enredo, mas nada que tenha prejudicado o livro.

"Vango gostaria de conhecer a paz na qual acreditavam que ele vivia. Sabia, porém, que sua vida era uma ilusão. Apesar de todos os seus esforços, Vango se sentia num ciclone. Os mistérios de seu passado o atormentavam da manhã à noite e da noite até a manhã. De onde vinha? Quem estava atrás dele?"

O amor é algo muito bem trabalhado e sincero. Não é a paixão presente nos livros de romance, aquele amor ardente ou de momento. É apenas amor, amor e amor. Nada meloso, nada apelativo, nem na medida certa. É algo natural, intrínseco, que está e deveria estar ali.
Além disso, adorei que, como disse acima, ao fim do livro existe uma parte que conta "a história dentro da história" nos fazendo entender ainda mais sobre o contexto histórico.
Recomendo o livro para todos que gostam de uma boa aventura com gostinho de história e a sensação do vento batendo nas costas durante uma corrida pelo mundo!