domingo, 28 de junho de 2015

Resenha: Por lugares incríveis - Jennifer Niven


Editora: Seguinte
Ano: 2015
ISBN: 9788565765572
Páginas: 336
Nota: 4/5
Tantos lugares incríveis aí, bem perto de você...

Violet Markey tornou-se outra pessoa após perder a irmã. Ela estava no lugar errado. Na hora errada. E se culpa toda vez ao lembrar disso. Ainda faz parte do mesmo grupo, os típicos populares, porém, seu olhar já não é o mesmo, algo apagou o brilho de seus olhos. Theodore Finch é mais chamado de aberração, é o cara esquisito do colégio. Possui poucos amigos, costuma se meter em briga, vive apanhando, mas também sabe revidar. Muda de personalidade conforme o destino manda. Procura qual é a melhor maneira de ir embora. Pra sempre.

"Fecho os olhos e sinto tudo girar. Talvez dessa vez eu vá em frente, deixe o ar me levar pra longe. Será como flutuar em uma piscina, adormecendo até que não exista nada."

Finch sempre vai para a torre do sino, mas nunca pulou. Seria feio demais, escandaloso demais. Então simplesmente sobe no parapeito, esperando que o vento o derrube por acidente e gritando tudo o que quer gritar. Como a liberdade antes da possível escuridão. Mas, nesse dia, ele não está sozinho. Violet Markey está do outro lado da torre, pensando se deve pular. E assim, duas vidas se encontram. Duas vidas são salvas. Duas vidas serão mudadas. Para melhor? Para pior? Tudo é relativo.

"Não são muitas as pessoas que diriam isso e mim, mas um ponto positivo da vida é que podemos ser alguém diferente pra cada pessoa."

Os dois acabam tendo que fazer um trabalho juntos, conhecer lugares incríveis, lugares inusitados de Indiana. O que, a principio, eram pra ser dois lugares, torna-se uma longa jornada.
Começarei fazendo uma confissão: eu não chorei durante a leitura. Toda santa pessoa que diz ter lido esse livro vem com a mesma sentença "chorei horrores" mas eu simplesmente não chorei. Só que fiquei com aquele maldito nó na garganta. Realmente não sei o motivo, mas mesmo não tendo chorado, posso dizer que esse livro mexeu muito comigo e me fez refletir demais sobre tudo, mas principalmente sobre suicídio, o principal foco do livro, além, claro, do romance.


Finch é meu personagem preferido. Além de ter me identificado bastante, amo o modo como ele simplesmente não se importa - apesar de se importar - e mudar de personalidade a cada dia. Digo, um dia é o Finch desleixado, em outro, o Finch fodão, mas no fim das contas quem está ali é apenas o Finch, no mais único sentido da palavra.
Violet também me tocou, mexeu comigo, não me identifiquei tanto quanto Finch, mas consegui sentir na própria pele o que ela estava sentindo. Torcia pra que ela se recuperasse.

"Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça. As pessoas gostam da Violet que sorri."

Acontece que no fim fui surpreendida. Surpreendida e apegada, tanto que reli todas as últimas páginas de novo, não queria que acabasse e... quando você ler, saberá. Só sei que foi um dos livros em que mais me apeguei nos personagens. Pelo que eu sei, ele será adaptado para os cinemas, nem preciso dizer o quão ansiosa estou, né?!
Achei incrível essa ideia de visitar os lugares incríveis. Pode ter um aí pertinho de você, de mim, e a gente nem sabe. As vezes esse lugar é o nosso próprio quarto. Ou um jardim. Até mesmo uma cidade murada.

"É como se meus pensamentos acelerassem tanto que eu não conseguisse acompanhar meu próprio cérebro. Palavras. Cores. Sons. Às vezes tudo vira pano de fundo e o que sobra é o som."

Mas o que mais mexeu comigo - além do final e da história toda, na verdade - é o modo como a autora tratou o suicídio. Queria fechar o livro, viajar até ela e agradecer muito. Acho que ainda mais que sexo, esse é um dos maiores tabus da sociedade. Já ouvi muitos comentários dizendo que "Isso é egoísmo", entrei muitas outras coisas ridículas. A autora deu um belo tapa na cara das pessoas que julgam sem nem mesmo saber do que estão falando. Ainda farei um post sobre esse tabu.
No fim das contas, o meu lugar incrível foi o próprio livro, e posso dizer que amei visita-lo. Quero reler quando tiver tempo!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A lista - Cecelia Ahern

Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
ISBN: 9788581636832
Páginas: 384
Nota: 4/5

Cem nomes. Cento e um motivos. Todo mundo tem uma história pra contar. 

Quando as pessoas me perguntam sobre A lista, digo que este não é um livro que possui uma história. Sim, há um enredo principal, mas ele é apenas um plano de fundo que possibilita várias histórias, a principio paralelas, que acabam se encontrando. O livro tem como base a vida de Kitty Logan, uma jornalista que fez algumas coisas erradas na vida, mas uma em especial que colocou em risco toda a sua carreira. Sua carreira no Thirty minutes já era e a revista Etcetera decidiu afastá-la do trabalho. Enquanto isso, sua editora-chefe e conselheira, está a beira da morte. O início do livro trata-se da luta inteira de Kitty para chegar ao hospital e ver Constance, ela não sabe lidar com isso, com o hospital, com a doença, não sabe o que dizer. Mas então está lá e as coisas basicamente terminam com uma lista de cem nomes deixada por Constante. Logan não faz a mínima ideia do que aquilo significa, mas vai fazer de tudo pra entender e transformar A lista na melhor matéria que escreveu na vida, dedicando-se não só a Constance, mas a todas as pessoas incríveis que encontrou pelo caminho.

"Ela desligou, animada com mais esse item intrigante adicionado à sua lista crescente de personagens peculiares."

Por meio de uma escrita divertida e aparentemente simples, a autora traz várias reflexões, analogias e outras coisas que fazem nos identificarmos com a protagonista. É engaçado ver todas as coisas pelas quais Kitty passa, é um desastre após o outro, o melhor remédio é rir. Mas no fundo esse lado do humor é uma grande ponte para o pensamento sobre o mundo, sobre as coisas. Sabe, quem nunca teve um dia ruim? Colocou o pé pra fora de casa e as coisas começaram a dar errado sucessivamente? Quem nunca se sentiu traído? Quem nunca teve medo de entrar em algum lugar e receber determinadas notícias?!


Assim como Kitty uniu a história de tantas pessoas, a própria protagonista parece ser várias em uma só. É bem difícil não se identificar pelo menos um pouco.
As personagens secundárias - se é que podem ser chamadas assim - são muito interessantes. A forma como a história de cada uma foi contada e destrinchada aos poucos estava no ponto certo, a autora acertou em cheio! Claro que Kitty não consegue conhecer os cem nomes deixados, mas conhece alguns deles.

"Quando uma pessoa querida morre, sentimos algo diferente. A ausência dessa pessoa doí a cada segundo do dia."

Ambrose, a borboleta exótica de seu museu de borboletas. Mary-rose, que vive recebendo pedidos de casamentos - falsos, sim, é tudo um teatro, entre muitos outros que nem vou citar para não estragar. Além disso, claro, há um pouco de romance e eu sinceramente estava sentindo falta de algo assim. Sem mel. Sem apelação. Somente sentimento. Gostei muito da maneira como a parte romântica do livro foi desenvolvida.

" - Não sei. Não quero me precipitar, mas acho que há uma possibilidade de que, no final das contas, você não seja gay mesmo.
Uma batatinha foi arremessada na cabeça dela."

A leitura demorou um pouco por conta das provas, mas assim que peguei pra terminar fluiu rapidinho. A lista é uma leitura gostosa e de essência muito bonita, fugiu completamente do gênero YA - com o qual estou acostumada - e me surpreendeu. Leiam, provem essa história e aprendam que, no fundo, por mais desinteressante que alguém possa parecer, todo mundo tem uma grande história pra contar.

"As pessoas que não se consideram interessantes normalmente são as mais interessantes."

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Para assistir nas férias: Triple dog


Como quem é vivo sempre aparece, estou aqui para indicar o primeiro filme para assistir nas férias. Tentarei fazer um post por semana nesse estilo, mas sem dia certo. Enfim, a indicação de hoje é Triple Dog, um daqueles filmes de garotas adolescentes, no estilo de mean girls, entre muitos outros. Nunca canso desse tipo de filme!
Triple Dog conta duas histórias paralelas. Stacy St. Clair é uma espécie de lenda, tudo o que se sabe é que a garota morreu ao cair/se jogar/ser empurrada da ponte. Eve tenta perguntar para as pessoas o que aconteceu, mas as histórias variam muito. O mistério só é revelado no final, embora seja previsível.


Enquanto isso, Eve convida suas amigas para uma festa de aniversário em casa, todas com diferentes personalidades. Entendiada, Chaplin propõe que joguem triple dog - uma espécie de verdade ou desafio, só que sem a parte da verdade. Quem não cumprisse o desafio teria a cabeça raspada. Também haveria a opção de desafiar quem te desafiou, mas se essa pessoa o fizesse, a outra teria o mesmo fim.
Gostei bastante da Chaplin. A personalidade dela se destaca no grupo, enquanto algumas são mais mimimi da vida, ela se impõe e faz a coisa acontecer.
Os desafios são bem divertidos e da pra se entreter bastante. Depois descobrimos a relação entre as duas histórias, as garotas e tudo mais. Não há muito para ser falado aqui, mas assistam como mais um diversão e passatempo. Não é um filme que vai te transmitir reflexões e ensinamentos, mas vai te dar saudades dessa época (se você já tiver passado por ela) e vontade de jogar triple dog!! haha

quarta-feira, 17 de junho de 2015

No mundo da música: Uma nova descoberta - Nicole Millar

Sou uma pessoa com um gosto musical um tanto quanto diferente. Sou eclética sim, mas minha paixão é a música indie e suas variações. Meu hobbie preferido, quanto ao mundo da música, é procurar cantores novos e desconhecidos e, muitas vezes, acho muuuita coisa boa. Dessa vez não foi diferente. Estava eu navegando pelo spotify até que descobri a música High - Peking Duk ft. Nicole Millar. Me apaixonei completamente!! O ritmo é incrível e a voz e o estilo da Nicole me lembram um pouco de Lana del Rey, ainda mais em suas outras músicas.
Procurei mais sobre ela pela internet e fui parar no soundcloud e gente, que cantora incrível! Super merece ser reconhecida por aí! Fora que ela é super normal, sabe?! Ah, ela é australiana e tem 22 anos. Nas mensagens que mandei pra ela, fui respondida e a Nicole é super fofa, achei amor!! O estilo de música é um indie puxado para um lado pop alternativo!
Vou deixar a música que me fez descobri-la aqui em baixo e mais uma música. Parece que ela está trabalhando em um novo albúm, nem estou ansiosa, magina! haha Acho que ela tem muito talento e pode se destacar ainda!!
Depois que escutarem as músicas me contem o que acharam, vou adorar saber! E quem sabe não trago mais posts assim, sobre minhas descobertas musicais e alternativas?!

domingo, 14 de junho de 2015

Me rendi ao universo medieval (Sobre Game of thrones)

É isso mesmo, produção!! Depois de muito tempo pensando "preciso assistir GOT" finalmente o fiz de verdade! Há um tempo atrás, assisti o primeiro episódio e confesso que dei uma dormida básica nos primeiros doze minutos e então desisti. Porém, antes do feriado, fiquei bastante animada com a série e decidi ir em frente, assistir tudo. E eis que: por que diabos fechei a janela em doze minutos de episódio?! Sério, as coisas ficam muito muito muito muuuuuito boas depois!! Resultado: nesse momento estou no quarto episódio da segunda temporada (ok, sei que não é um grande progresso, mas o tempo não colabora).


Acho que nem preciso dizer muita coisa pra vocês, né?! Já que a maioria conhece a história e é uma coisa beeeeeeeeeem complexa de explicar, só assistindo mesmo pra entender - e talvez consultando os universitários que estão no último episódio da quinta temporada (obrigada, amiga! haha)
Mas então, basicamente - e coloca basicamente nisso - é uma história medieval sobre sete reinos - ou sete casas. Nesse mundo, há o trono de ferro, que pertence a um rei maior, o rei de todos os reinos. Então, há bastante jogos de poder, lutas, sexo e rock'n roll - a parte do rock não tem não, foi só pra dar musicalidade.
No início é bastante complexo de entender, porque há uma infinidade de nomes, alianças. Fica meio difícil saber quem é amigo de quem, quem é inimigo de quem, quais são as alianças, etc. Ainda no final da primeira temporada estava meio perdida, mas agora me encontrei.
Minha personagem preferida com certeza é a Daenerys Targaryen (a Arya também). Acho a Daenerys tão incrível, forte, badass, senhor!! E a Arya também, sempre lutando pelo que acredita. Elas me chamaram bastante a atenção!! As pessoas falam muito do Jon Snow, mas até agora não entendi o motivo, desculpa mundo! (sem spoilers se alguma coisa louca for acontecer, ta bom? obrigada!)


Além disso, got é outro nível de série. As paisagens, as cenas, os ambientes todos, é tudo muito real, crível e muito bem feito! Quando você vai assistir outra série depois de got é até meio desanimador haha! Ah, e os quotes também são muito inteligentes!!
E claro, a série não tem escrúpulos. Se alguém tem que morrer, esse alguém vai morrer. Você gostava do personagem? Amava? Poxa, que pena, ele vai morrer do mesmo jeito. É tipo isso. Na verdade, é bem isso!!
Temos os livros também que alguns dizem serem até melhores que a série. Confesso que estou super ansiosa pra ler cada um deles, mas não sei se isso vai acontecer esse ano, porque por ser um livro grande e complexo, não da pra ficar parando e a correria não vai me permitir isso agora. Mas quero muito muito ler!! (se alguém quiser me presentear, fica a dica).
Ufa, acabou!! Estou muito feliz que finalmente comecei a assistir e pretendo chegar a última temporada logo. Já me falaram sobre personagens novos que estou super curiosa pra conhecer e tudo mais! E se você ainda não conhece a série: por favor, assista!! e não se deixe enganar pelos primeiros minutos como eu fiz.