sábado, 12 de setembro de 2015

O dia em que um sonho de quatro anos se realizou...

Hey, bookaholics! Sentiram minha falta? Parece que o universo decidiu conspirar contra a minha pessoa e meu computador morreu, etc, o efeito murphy em alta escala (por isso dei uma sumida). Mas esse universo é extremamente bipolar e mês passado ele resolveu me presentear com os dois melhores dias da vida! O meu evento, que já contei pra vocês, e........ Ganhei uma promo e passei algumas horinhas em um bate-papo com a Sophia Abrahão e mais quatro meninas!! Como vocês sabem, sou fã dela desde 2011, já tive oportunidade de vê-la, abraçá-la, mas nunca durou mais que 10 minutos no máaximo. Ficava no meu quarto imaginando cenas e mais cenas, momentos em que nós tivéssemos mais tempo juntas e depois de quatro anos esperando esse sonho se realizou!! Uma das maiores provas de que sonhos se realizam sim! O que me deixou mais feliz ainda é que para concorrer, você teria que enviar um poema baseado no livro dela e da Carol, O Reino das Vozes que não se calam! Ganhar por si só já me fez muito feliz, e ganhar por uma coisa que eu escrevi mais ainda!!
Eis que o dia chegou e eu estava mega nervosa como sempre, mas aos poucos fui conseguindo me controlar (um milagre, porque quem fica comigo em fila de evento sabe como eu fico meio surtada hahaha). Foi incrível e é um momento que ficará para sempre guardado em minha memória.
E tem mais!! Lá a gente bateu um papo sobre o livro e outras coisitas mais e... esse café compôs um dos últimos episódios da websérie O Reino das vozes que não se calam!
Vou deixar aqui pra vocês o meu poema e o vídeo pra que vocês possam ver um pouquinho de como foi esse momento <3
Ela caminhava sob espinhos,
Sentia cada um deles espetando a sola dos pés,
Como cada xingamento,
Cada apelido maldoso,
Cada condenação fútil e vazia!
Andava em meio à maldade.
Bom, é assim que as coisas funcionam na sociedade. 
Somos diferentes,
Mas quem é menos igual não é aceito.
Até quando vamos nadar nesse mar de preconceito?!
Seja quem todos lhe mandam ser: 
Siga as regras,
Ajuste-se aos estereótipos,
Seja a garota da capa de revista, 
ou as coisas não vão melhorar.
Os olhos choviam, as palavras sumiam
Não conseguia se defender.
Magrela. Girafa. Olívia Palito.
Eram tantos apelidos... 
que nem conseguia contar.
Os pais, antes ausentes, perceberam a confusão.
Disseram: - Depressão é curada com remédios!
Eles não sabiam... 
O problema era a alma ferida, o coração despedaçado.
Nenhum elixir a consertaria, não.
Ela dormiu para parar o tempo.
Durante o sono, alguém reconheceu o seu talento.
Encontrou seu refúgio, seu lar...
O único lugar onde não havia dedos para lhe apontar..
Sorria de dentro pra fora,
Um mundo a iluminar.
As vozes ainda mais vibrantes, 
que deixaram de julgar.
Esse lugar era seu reino
E ela, uma rainha amada...
Mas ao acordar a escuridão retornava,
Deixando as cores no fundo do mar.
A realidade arranca a veracidade do sorriso...
Disfarçado por um: - Está tudo bem! 
A verdade é que ela sabia fingir, também.
Então foi surpreendida por um anjo,
Um motivo para continuar a andar...
E perguntou-lhe: 
- Como alguém como eu seria digna de amar?
O anjo respondeu a pergunta,
Dia após dia... 
Enquanto um belo sorriso se abria.
Voltava ao reino todas as noites,
Havia um dilema a solucionar. Deveria ser feliz pra sempre, Ou deveria voltar?
O anjo a ensinara uma lição: - Às vezes a tempestade é forte,
A bonança tardia.
Mas é preciso enfrentar os problemas,
É preciso parar de fugir. Felicidade plena não existe,
E nunca vai existir. 
Ela deveria enfrentar o dia a dia. 
Deu adeus ao Reino das vozes que não se calam... E coloriu o mundo!

domingo, 6 de setembro de 2015

[No mundo da música] Halsey

Quero começar esse post agradecendo a minha alma gêmea literária por ter me apresentado essa cantora incrível. Agradecimento feito, vamos ao assunto:
Estava eu no celular quando minha amiga me manda "escuta badlands, da Halsey" e eu pensei "hum, quem sabe" e então ela disse "as músicas são estranhas, é indie do jeito que você gosta" e eu pensei "ok, agora preciso ouvir" e foi amor a primeira vista! É por isso que vim apresentá-la pra vocês. 


Adoro o estilo dela e a personalidade que ela tem. Bom, pelo menos pelo que pesquisei. Além disso, as letras da música conseguem me descrever e é impossível parar de ouvir. Eu tenho essa coisa em relação a música, quando encontro algum cantor novo muito bom fico viciada, é por isso que meu celular no momento está com o cd dela no repeat. Falando nisso, o nome do novo albúm é Badlands, como já disse ali em cima, escutem e se amem! 
É perceptível o modo que ela canta, se entregando completamente a letra, a música, a melodia. Ela canta com o sentimento. Já quero Halsey no Brasil! (partiu fazer campanha)
Ainda não tenho uma música preferida, mas as que mais escuto são New Americana, Strange Love, Ghost e Young God. Vou deixá-las aqui em baixo pra que vocês possam conhecer! Me contem nos comentários o que acharam, ta bom? E se alguém quiser me indicar algum cantor, alguma cantora ou banda, sinta-se a vontade!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Broken smile


Por trás de todos aqueles aplausos e gritos excitados. Por trás dos homens sujos jogando notas para o alto em plena euforia. Atravessando o salão esta uma garota, aproveitando-se da euforia masculina e pegando o dinheiro para si. Um sorriso que poderia ser quebrado a qualquer momento. O vidro que seria quebrado caso não conseguisse o dinheiro. O fundo dos olhos mostrava preocupação, mas ninguém ali se preocupava. Não importava o nome, sua cabeça poderia ser tirada, deixando apenas o corpo. Era disso que se tratava. A noite acabava e, mais uma vez, era hora do juízo final. Foi reprovada por ser tímida demais. Quebraram seu sorriso em um milhão de pedaços. Precisava do dinheiro. Sua honra jogada no buraco juntamente com o orgulho e a inocência. A inocência foi perdida. É preciso malicia pra ganhar o jogo. Perdeu a identidade. Não precisava sorrir. Aprendeu isso. Com a dor estampada pelo corpo inteiro e a palavra que agora a definia escrita com sangue sob a pele. Decidiu ir até o fim. Ela não era mais ela.

(Autoria do texto: Beatriz Nogueira)

sábado, 29 de agosto de 2015

Primeiro encontro literário em Jundiaí: Vivendo no Infiinito

Olá, leitores infinitos!
Como vocês já devem saber, estava organizando um evento literário na minha cidade, Jundiaí, com o intuito de juntar os leitores jundiaienses e bater um papo super legal. O evento aconteceu no dia 27 de agosto na livraria & papelaria Casa das letras! E mais, contando com a presença da Marcela Campbell, autora do livro Aprendendo em seis!!
Fiquei super feliz que deu certo, apesar do desespero e umas coisas que não saíram como planejado, mas isso é normal, né? No fim, foi muito legal e divertidíssimo, fiz várias novas amizades e revi amizades antigas. Foi uma noite muuuuito especial pra mim, mais um sonho sendo realizado, mais um beliscão do tipo "Bia, você consegue!!!"
Gravei um vlog com um pouquinho do evento pra vocês e também vou deixar algumas fotos. Poderia falar e falar e falar, mas não conseguiria descrever o que significou pra mim. Então tirem suas próprias conclusões! haha 
(Deixarei o discurso de agradecimento aqui em baixo, já que tinha acabado a bateria da câmera nessa hora)
Espero que vocês gostem do vídeo e das fotos, quem sabe não fazemos mais um ano que vem, em Jundiaí E São Paulo?! (olha lá eu sonhando alto de novo).



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Resenha: Naomi & Ely e a lista do não beijo - Rachel Chon e David Levithan

Editora: Galera Record
Ano: 2015
ISBN: 9788501103123
Páginas: 256
Nota: 4/5

Um círculo amoroso nada comum sustentado por uma amizade anormal.

Naomi é a melhor amiga de Ely. Ely é o melhor amigo de Naomi. Naomi gosta de Ely. Ely gosta de.. meninos. E é assim que essa leitura divertida começa. Para não interferir na amizade da dupla, que é construída desde quando pequenos - e já foi quase abalada por uma briga entre famílias - os dois criam A lista do não beijo, cujo nome já deixa o significado explicitado né?! Acontece que os dois são pessoas muito atraentes, principalmente Naomi, que atrai o olhar de todos quando passa. Uma bela mentirosa - que sabe não estar mentindo pra si, no fundo. Ela namorou com Bruce, o primeiro. Mas atualmente namora - ou namorava - Bruce, o segundo. Sim, os dois chamam Bruce - ainda que não se chamem Bruce, porque acho que essa coisa dos nomes foi uma grande metáfora. Mas a garota nunca os amou de verdade. No fundo, seu coração sempre pertenceu a Ely. Em meio a brincadeiras do tipo "Vamos nos casar aqui", ela procurava esperanças para uma coisa que não aconteceria. E o garoto é do tipo "vamos brincar com os sentimentos alheios" apesar de ser uma boa pessoa e, no fundo, não querer machucar ninguém.

"Odeio o fato de que só vi Naomi nua porque no verão passado Ely estava namorando um garoto, e como Naomi odiava não ser prioridade no tempo de Ely, ela me deu prioridade no próprio tempo. Então Ely deu um pé na bunda do cara, e Naomi me deu um pé na bunda."

A amizade é abalada quando Ely beija Bruce, o segundo. No início, Naomi não liga, mas então explode. Não pelo ex-namorado, mas pelo aviso em vermelho que ficou colado bem em frente a seus olhos. Ely não gostaria dela, não como ela gostaria que fosse. E então, uma parede se ergue entre os dois - literalmente, podemos ver pelos desenhos no livro. Sim, ele é cheio de desenhos do tipo emoji, mas isso não compromete a leitura.

"Amo Naomi porque ela segura o elevador pra mim mesmo quando descer sozinha faria muito mais sentido. Amo Naomi porque se ela vê uma camisa que sabe que vai combinar com meus olhos, compra pra mim, mesmo que esteja sem grana. Amo Naomi porque quando sinto vontade de enfiar a cabeça no forno, ela gentilmente a retira de lá e assa uns cookies para mim. Amo Naomi porque ela tem a boca suja de um marinheiro, e sem dúvida aprenderia a navegar como um marinheiro também, caso resolvesse se dedicar a isso. Amo Naomi porque ela sente que deveria dizer sempre a verdade, embora nem sempre faça isso. Amo Naomi porque não preciso amá-la o tempo inteiro."

Então Naomi se envolve com Bruce, o primeiro. E então, com Gabriel, o porteiro do prédio - que estava em segundo lugar da lista. E então, as coisas acontecem.
Fico pensando o quanto seria difícil estar no lugar dela, sabe? Gostar de alguém que mora longe de você ou algo assim, é bem difícil,  mas não impossível. Já gostar de um cara que gosta da mesma fruta que você... Ainda mais quando ele é seu melhor amigo!
No início, achei Naomi - e a história em si - bem fútil. Mas conforme as coisas foram se aprofundando, percebi que não era bem assim. Quando ela resolve tirar a capa protetora, as coisas se revelam. E então ela finalmente aceita, percebe o que estava bem ali a sua frente. E vai tentar mudar, fazer as coisas certas de uma vez.

"Nunca entendi por que ser bonita precisa estar relacionado a sexo e conquista. O que aconteceu com a expectativa, o cortejo e o amor? Será que não se pode ser bonita e não querer nada com isso? Podem dizer que sou antiquada, mas estou esperando pelo amor verdadeiro. Ainda que não passe de uma fantasia inatingível."

Um ponto negativo é o fato da história tornar-se bastante confusa em certos momentos por estar dividida com pontos de vista de uma série de personagens. Juro, só Docinho bonzinho - quer dizer, Docinho de coco - ficou fora dessa. A superficialidade inicial também pode fazer com que alguém desista do livro. Mas continue porque acho que, no final, valeu a pena.


Gosto de como foi difícil para Ely contar para suas mães que ele é gay. De um jeito diferente. Muitos meninos tem medo de os pais não aceitem. Ele tinha medo também, mas por outro motivo. Porque elas sempre tiveram receio de que ele gostasse de meninos por influência das mães. Então ele teve meio que provar que era verdade e algo que partia somente dele. O que foi genial!

"Porque, embora não seja incomum que eu tenha 27 pensamentos diferentes de uma só vez, com certeza é incomum que eu consiga ouvir cada um deles atravessando minha cabeça no intervalo de tempo que levo para sair de uma sala."

É bem no fim do livro que as coisas se tornam mais densas, profundas. Adorei que tenha sido assim, sabe? A história se desenvolveu em um degradê. E acho que no fim, todo mundo vai quebrar a cara uma, duas, três, zilhões de vezes por causa de amor. Mas é assim que as coisas acontecem. E amizade também é amor, também é estar próximo. Também, seria muita crueldade ter apenas uma alma gêmea por aí no meio do mundo inteiro. Como diria Ely, e se eu quiser a minha alma inteira?!

"Sempre existem significados diferentes, palavras que são ouvidas de um jeito diferente de como foram ditas. Não existem almas gêmeas... e quem gostaria que existisse? Não quero ser metade de uma alma compartilhada, quero a porra da minha própria alma."

Naomi&Ely e a lista do não beijo não é um livro excepcional. No início, diria que seria apenas só mais um. Mas pela mensagem da obra, essa fala já não é verdadeira. Ok, não é o melhor livro do mundo, não trás mil e um ensinamentos cheios de metáforas. Não é um livro cheio de metáforas. Não vai te fazer abraça-lo e sair gritando pra todo mundo ler. É apenas um livro. Um livro por si só. Para se divertir, identificar-se, dar risada e tirar suas próprias conclusões.