terça-feira, 11 de agosto de 2015

Resenha: Prometo falhar - Pedro Chagas Freitas

Editora: Novo Conceito 
Ano: 2015
ISBN: 9788581637495
Páginas: 400
Nota: 3/5
A vida não é vida se não houver t(r)emores.

Prometo falhar é um livro repleto de divagações e contradições. Pedro Chagas Freitas escreve sobre o amor através de crônicas, contos, pequenos textos, poemas. Todos os tipos de amor, sendo o principal, é claro, o amor entre namorados. Mas ele também fala sobre amizade, sobre a sociedade e sobre seus pais. E deixa uma mensagem clara: o amor é imperfeito, mas é essa imperfeição que o faz ser quase-perfeito.

"Se houvesse uma ordem justa no mundo seria isso o que aconteceria: seríamos primeiro adultos e depois crianças, e começaríamos por temer tudo o que mexe porque somos adultos e o adulto tem medo de que tudo acabe porque sabe que tudo vai acabar, e depois acabaríamos sem medos, sem temores, à procura do que gostamos onde bem gostamos."

Se você me perguntar se gostei do livro, direi que sim, mas não sairia por aí gritando "leiam esse livro", acho que porque não estou em uma fase romântica da vida e o livro é muito disso, a maioria dos textos é bastante romântico e dramático, o que me incomodou um pouco, já que acabei não concordando com muitas coisas. Principalmente em uma crônica em que, pelo que percebi, ele justifica a traição. Ok, o amor é imperfeito, cheio de defeitos, isso é amar, mas traição já é demais.

"Amava-a porque era a melhor forma de continuar a se amar enquanto pessoa, alguém tão bom como ela só poderia amar alguém igualmente amável, como ele por vezes não se sentia."

O principal ponto positivo da obra é o estilo da escrita do autor. No início, é até meio confuso entender, uma vez que não se está acostumado com esse modelo, mas depois a leitura flui normalmente. Preciso dizer que amei a forma como ele escreve, amei mesmo! Da pra perceber que foi escrito com muito sentimento, como se ele segurasse a caneta e ela escrevesse por ele, arrancando cada suspiro de sua alma.


Meus textos preferidos foram aqueles que falam sobre sonhos, sobre a vida e a sociedade em geral, inclusive os marquei para reler daqui um tempinho. Quanto aos textos de romance, estes acabaram tornando-se repetitivos. Tive a impressão que ele usa as mesmas palavras em vários textos, as mesmas frases mudando apenas por sinônimos. Acho que porque essa era a ideia que queria passar, mas essa repetição acaba dando um desânimo durante a leitura.

"As pessoas precisam das pessoas. Para aguentar, para escapar, para crescer, para viver. Mas também para morrer."

Gostei da maneira como ele se coloca diante do amor em geral e como o descreve. É uma obra com quotes muito bonitos e sensíveis, cheios de sentimento. Porém, é escrita para os apaixonados de plantão. Se você não gosta de romance mel, então talvez não seja a melhor escolha. Até vale a pena dar uma chance, mas não é necessário ler todos os contos para entender a mensagem. De qualquer forma, Prometo falhar é sim um livro muito bom.

domingo, 9 de agosto de 2015

Lançamentos do mês: Novo Conceito

Demorei um pouquinho pra fazer esse post, certo? Agora com a volta das aulas as coisas ficaram corridas novamente, mas vou ajeitando tudo aos pouquinhos. E hoje vim aqui contar pra vocês sobre os lançamentos da Novo Conceito desse mês de Agosto.

Recebi o livro Prometo falhar antecipadamente, a resenha será publicada ainda essa semana. Aliás, vocês terão não apenas uma, mas duas resenhas, pra compensar o tempo perdido. Sobre esse livro, resumidamente? Bom, diferente. Escrita do autor bastante curiosa e interessante, o principal ponto positivo. Mas pode tornar-se cansativa. 
Queria solicitar todos os outros quatro livros, porém como o tempo não permite e quero fazer tudo certo, decidi escolher apenas dois. Vamos ver se vocês adivinham quais foram?! Não é difícil vai...
Pensou?
Ok, eu espero...
....
...
Zack & Mia e 172 horas na lua. O primeiro livro está sendo bastante divulgado pela editora e eu estou bastante curiosa. Parece ser um YA muito bom, sobre amizade e outras desavenças da vida. Aliás, uma amizade que começa em um quarto de hospital. A última frase "Será que eles precisam tanto um do outro?" me deixou intrigada.
Quanto ao segundo livro, vi bastante booktubers falando sobre a versão em inglês. Há livros em que a pessoa fica sozinha em uma ilha e tem que sobreviver ali. Mas ficar preso - com um grupo, menos mal? -  na lua?! Quero muuito ver como vai ser isso! Essa coisa de eventos estranhos acontecendo. Deu pra sentir uma pegada de sobrenatural com distopia e ficção cientifica. Que mistura, hein?!
Cinco dias é um livro que quero muito procurar pra ler depois. Sinto que chorarei - por mais difícil que seja eu chorar com livros. Sério, só chorei com dois que eu me lembre - ou no mínimo ficarei na bad. Parece ser algo bem bonito e reflexivo!
Quanto a Para Continuar, começo dizendo que amei a capa e fiquei curiosa pra ler - pela sinopse também, óbvio - e quando percebi que é um livro nacional, minha curiosidade atiçou ainda mais! Essa ideia das lanternas misturadas com os sentimentos. Acho que não sei exatamente o que esperar desse livro, mas parece ser daqueles que você não confia, e então se surpreende.
E vocês, o que acharam dos lançamentos?!
(PS: Novo conceito, se vocês quiserem enviar mais fotos nesse estilo quando tiverem novos lançamentos, fica a dica e o pedido! haha)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Encontro de leitores em Jundiaí

Olá, leitores infinitos!
É com muita felicidade que venho aqui anunciar o primeiro evento literário do Vivendo no Infinito, um grande encontro de leitores em Jundiaí. Com direito a muito bate-papo sobre livros, jogos literários, sorteios e a Marcela Campbell, a convidada especial, autora do livro Aprendendo em seis.
O evento acontecerá no dia 26 de agosto ás 18hrs. O local é a livraria Casa das letras do shopping Paineiras, em Jundiaí. Todos vocês estão convidados, seja de Jundiaí, São Paulo, Rio de Janeiro. Quem quiser vir será muito bem-vindo!
Confirme sua presença aquil! 



Aproveito para já agradecer a livraria, as editoras, a autora convidada e a todos os que estão ajudando no processo para tornar esse evento incrível! E claro, você terão um vlog completo sobre o evento, com direito a bastidores! haha
Espero vocês :D

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Resenha: A rainha vermelha - Victoria Aveyard

Editora: Seguinte
Ano: 2015
ISBN: 9788565765695 
Páginas: 424
Nota: 4.5/5

Você pode usar. Mas nunca se sabe quando se está sendo usado. Em um mundo vermelho e prateado, é melhor não confiar em ninguém. 

O mundo é dividido em dois. Ou pelo menos é o que todo mundo pensa. Vermelhos e Prateados. Divididos pela cor da roupa? Divididos pela cor do sangue. Os de sangue vermelho são como nós, seres comuns, e são responsáveis pelo trabalho árduo. Aqueles com sangue prateado possuem o poder de manipular diversos elementos, existem vários tipos. Os forçadores, os verdes, os magnetrons. Levam uma vida tranquila e fácil, aparentemente. E existe ela, Mare Barrow - ou Lady Titanos.

"In school, we learned about the world before ours, about the angels and gods that lived in the sky, ruling the earth with kind and living hands. Some say those are just stories, but I don’t believe that. The gods rule us still. They have come down from the stars and they are no longer kind."

Todo vermelho, aos dezoito anos, caso não seja aprendiz, será alistado ao exército e enviado para a guerra. O grande problema é que muitos deles nunca voltam. Os problemas começam quando Kilorn Warren - melhor amigo de Mare - perde o emprego. O detalhe é que o garoto já é maior de idade e logo irá pra guerra. Mare conhece os perigos. Seus três irmãos foram alistados e deixaram como única lembrança um par de brincos cada um - que divide com Gisa, sua irmã. Tendo como principal objetivo conseguir fugir com Kilorn, a batedora de carteira usa de suas melhores habilidades. Mas as consequências de ter encontrado o bolso "certo" levarão a uma história cheia de reviravoltas.
Isso acontece quando Mare Barrow passa a ser Lady Titanos e viver uma mentira. Quando a garota que escorre vermelho descobre ter um poder. Mas ela é vermelha. E vermelhos são apenas vermelhos. Como ninguém pode saber, a rainha - que ela morra em breve, por favor - cria uma mentira e faz com que Mare a viva, correndo o risco da própria vida.
É no palácio que ela conhece dois príncipes. Cal - conhecido de outro incidente - e Maven - cuja história vai longe. Não consegui escolher um preferido. Cal possui a coragem, a calma, o conhecimento. Maven possui a malícia, a esperteza, a destreza. A única coisa que digo é o que o livro me disse o tempo inteiro: 
"Todo mundo pode trair todo mundo."

Não posso dizer que A Rainha Vermelha é um livro surpreendente. Previ quase todos os acontecimentos e talvez você, leitor,  também preveja. Mas o fato é que essa não é a chave da narrativa. Mesmo desconfiando, o enredo te envolve de uma maneira que é impossível parar de ler. São tantas reviravoltas, tanta ação e mil emoções misturadas, que fica difícil não se mexer na cadeira enquanto lê.

"Muitos vibram em acordo. Precisei de toda a minha força para não pular em cima desses covardes que jamais estarão na frente de batalha ou enviarão seus filhos para o combate. A guerra prateada deles é paga com sangue vermelho."

Victoria Aveyard juntou os melhores elementos distópicos, acrescentou um toque de fantasia e deu luz a esse livro incrível. Ao ler, você com certeza se lembrará de A Seleção, Jogos vorazes, Divergente, Game of Thrones.. Gosto desse livro justamente por isso, porque juntou tudo isso em um pacote fechado. E que pacote!

"Nos contos de fadas, a garota pobre sorri ao se tornar princesa. No momento, não sei se voltarei a sorrir algum dia."

É triste não poder comentar mais sobre a história com vocês sem dar spoiler, mas ainda quero fazer um tópico de discussão pra desabafar. Quem sabe um hangout?!
Esse livro não é reflexivo, não é bonito, não é romântico. É cru. Nu. Ok, tem aquele triângulo amoroso clichê - ou seria quadrângulo? - mas o que é um clichê perto de tantas guerras? tantas revoltas E reviravoltas? perto desse universo wow - não tinha outra palavra pra descrever, desculpa - criado pela autora.

"- É melhor você esconder esse seu coração, Lady Titanos. Ele não vai levá-la a nenhum dos lugares a que deseja chegar."

No fim das contas, a única coisa que me decepcionou um pouco foi a não surpresa, porque isso, embora não seja tão importante, acaba pesando um pouco na hora da avaliação final. Mas prever não estraga a leitura de ninguém.
A Rainha Vermelha nos ensina que o traidor pode estar ao nosso lado. A guerra nem sempre é travada com espadas, a verdadeira guerra é travada pela mente. É preciso ser esperto para sobreviver, se esgueirar no meio das mentiras. As vezes, é preciso criar mentirar só para desmenti-las depois. E, de vez em quando, você tem que usar alguém. Mas lembre-se, você também pode ser usado.

"Eu costumava imaginar os prateados como deuses intocáveis que nunca se sentiam ameaçados ou amedrontados. Agora sei que é o contrário. Passaram tanto tempo no topo, protegidos e isolados, que se esqueceram de que podem cair."

No momento eu só quero gritar: pare de ler essa resenha e vá ler Red Queen, por favor!
PS: Comprei primeiro a edição em inglês e comecei a ler. Uma coisa bastante broxante é a tradução de certos trechos. Desculpem, mas fica bem melhor na língua original! Ok, quanto a isso não tem o que fazer, mas acho que eles poderiam pelo menos ter mantido o título como Red Queen mesmo, né?! Apenas um comentário!
PS2: Espero que tenham gostado do meu mini-cosplay de Mare Barrow <3
PS3: Estou roendo as unhas para o próximo livro, eita final maravilhoso!! *o*

domingo, 2 de agosto de 2015

Primeiras impressões: Dez coisas que aprendi sobre o amor

Quando a editora Novo Conceito enviou um e-mail falando sobre o livro Dez coisas que aprendi sobre o amor fiquei bem interessada, mas não a ponto de ficar mega ansiosa para fazer a leitura. Entretanto, pensei "por que não?" e aqui estou eu fazendo esse post após ler as primeiras páginas do livro que será lançado em breve.

O livro conta a história de duas pessoas interligadas pelo amor - que inclui as consequências boas e ruins. Alice, que está vivendo um período meio confuso de sua vida - pelo que pude perceber - e tem muitos questionamentos e talvez medo da sua relação com seu pai e sua família. Daniel é um mendigo que vaga por aí e tem como objetivo encontrar a filha que nunca chegou a conhecer. Boatos que meu coração já está na mão!

"Escrevo seu nome — tenho isso, ao menos —, mas não tenho o endereço. Coloco-o numa caixa do correio e sonho, nessas noites, com o envelope sendo colocado numa caixa de correio e você se aproximando dela."

Quanto a história de Alice, posso dizer que ainda estou um tanto quanto confusa. Creio eu que, por seu pai estar doente, ela terá que enfrentar essa situação da família não aceita-la tão bem - ou ela não se aceitar em família. Além disso, há um homem que ela cita, Kal, com quem provavelmente teve um relacionamento. A história dela está muito bem escrita, bem trabalhada, mas ainda não me intrigou tanto.

"Tento me lembrar agora se ele parecia pálido ou magro, se parecia doente ou preocupado. Não me lembro. O homem na cama não se parece com meu pai."

A história de Daniel mexeu comigo em poucas páginas. Não são necessárias mil metáforas para descrever o que ele sente, e acho que isso é o mais bonito. É um tanto quanto angustiante e triste vê-lo sentir falta da filha que nunca viu e tentar procurá-la por aí.

"Gostaria de encontrá-la aqui, ficar ao seu lado com a sujeira da cidade aos nossos pés."

Estou bastante ansiosa para descobrir como a história dos dois irá se desenrolar e se, em algum momento da narrativa, eles acabarão se encontrando.
E para encerrar esse post, aqui vai a minha lista com Dez coisas que eu sei sobre o amor:

  1. O amor pode ferir tanto quanto pode curar.
  2. As vezes é necessário fechar uma porta, mesmo que ninguém entre pela outra.
  3. É impossível contar a quantidade de possíveis "tapas na cara" que você vai levar.
  4. O amor pode gerar ações boas e ruins. O amor move tanto o carisma, a simpatia, quanto o ódio, a vingança.
  5. De vez em quando ninguém vai estar aqui para juntar os caquinhos do seu coração. É preciso aprender a juntá-los sozinho.
  6. Amar pode render bons textos.
  7. Amizade é o amor mais bonito que existe.
  8. Amor não é dizer "eu te amo", é fazer amar.
  9. Esperamos muito, temos pouco. Altas expectativas na maior parte das vezes acabam com um coração machucado.
  10. Conselhos sobre amor: você poderia sair aconselhando o mundo, mas com certeza - ok, talvez se você for a pessoa que todos desejam ser - não seguirá os próprios conselhos.